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Fundaj realiza Seminário sobre Museologia, Arte ou Artesanato

Publicado: Segunda, 27 de Março de 2017, 17h00 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 824

 

A Fundação Joaquim Nabuco realizou na tarde desta segunda-feira (27) o Seminário Memórias, Museologia e Patrimônio: Arte ou Artesanato? Os conceitos, as Coleções e o Porvir, na sala Calouste Gulbenkian, em Casa Forte. O evento que teve a coordenação do museólogo Henrique de Vasconcelos Cruz do Museu do Homem do Nordeste, contou com a participação do professor Ricardo Gomes Lima da UERJ, de Ciema de Mello, antropóloga do Muhne, do historiador Eduardo Castro e do museólogo Maximiliano Roger.

O Prof. Dr. Ricardo Gomes falou sobre a arte popular que teve grande expansão no modernismo. “Foi o mundo moderno que trouxe o despertar para a arte popular” explicou. Falou ainda sobre não hierarquizar as coisas sobre o que se diz respeito entre o que é arte ou artesanato. “Não é o objeto que escolhe ser arte popular ou abstrata, mas as eleições que fazemos. A arte não está acima do artesanato, assim como existem bons e maus trabalhos de artesanatos, existem bons e maus artistas”. Concluiu.

“Nunca encontrei um bom significado que de fato me fizesse entender o que é arte, mas aprendi a entendê-la”. Foi assim que a Prof. Dra. Ciema Silva de Melo (Muhne) iniciou seu discurso. Ela falou sobre a importância da valorização da arte popular, principalmente dos artistas pernambucanos, bem como a exploração absurda que esses artistas vêm sofrendo.

“Os artistas populares pernambucanos vêm sendo copiados, e pior que isso, são explorados diariamente, basta viajarmos para São Paulo, por exemplo, para ver cópias dos nossos conterrâneos negociadas abertamente e por preços absurdos, preços esses que muitos deles não ganharam nem a metade enquanto aqui”.

Na oportunidade o historiador Eduardo Castro e o museólogo Maxililiano Roger apresentaram e discutiram sobre a exposição Porvir Faustino montada pela equipe do Museu do Homem do Nordeste. A exposição é composta por obras de Porfírio Faustino, um ceramista ainda pouco conhecido e de obra singular.

“Ele é excepcional por seu desconhecimento e sua peculiaridade. E quando pensamos em fazer a exposição com esse tema o objetivo foi tirar a carga de artista popular mesmo e mostra-lo não só como um artista desconhecido regional, mas universal”, comentou Maximiliano. Eduardo Castro apresentou Porfírio Faustino como “o criador de figuras isoladas, onde representava o carnaval do interior, os fogueiros e a ciranda”.

A exposição Porvir Faustino está instalada no Museu do Homem do Nordeste, na Av. Dezessete de Agosto, 2187 - Casa Forte e fica aberta ao público até o dia 2 de abril.

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