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Exposição de longa duração do Muhne ficará fechada até 19/03/2017, para passar por mudança

Publicado: Segunda, 21 de Novembro de 2016, 10h23 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h10 | Acessos: 1471

A partir de 28 de novembro, o Museu do Homem do Nordeste passará por mudanças.  Ampliar diálogos, aproximar o público do acervo e clarear a exposição são alguns dos pontos-chave que conduzirão as alterações do Museu, que permanecerá fechado ao público até 19 de março. Ao longo dos meses, serão trocadas algumas peças, fotografias e textos expostos. O cinema, as atividades paralelas e as galerias de exposições temporárias continuarão funcionando normalmente.

Não se trata de uma grande reforma – este é um projeto para 2017, mas de alterações que dizem respeito a melhorar a comunicação e suprir temáticas da contemporaneidade. “As fotografias [expostas] não contemplam mais questões atuais. Nossa proposta é revisitá-las e propor novas imagens. Também incluiremos textos traduzidos para o inglês - comunicação que não está presente na atual expografia -, bem como novas etiquetas de legenda" aponta Silvana Araújo, coordenadora do Muhne.

No segundo semestre deste ano, a Cojipe (Comissão de Juventude Indígena de Pernambuco) esteve no Museu e propôs algumas mudanças expográficas no módulo indígena. “Nossa ideia é, neste processo, fazer o máximo possível para dialogar com as sugestões dadas por eles”, indicou a coordenadora.

Quanto aos textos, Silvana destaca a necessidade de se trazer à tona questões referentes a outras práticas museológicas. “Há muitos textos bons no atual circuito, mas pretendemos expor também textos contemporâneos, que dialoguem com a questão da Museologia Social e dos Museus Comunitários, temas prementes e que estamos nos aproximando”, apontou. A proposta também é diminuir a quantidade de material escrito e estreitar diálogos com o público mais jovem, por meio de uma comunicação menos hermética e mais descontraída.

“A nossa proposta é aproximar o Museu do seu o público. Seja pelos textos, seja pela retirada de algumas vitrines. Queremos tornar a exposição mais leve, mais atraente e acredito que a vitrine afaste o público das peças. Não podemos deixar o acervo vulnerável, mas a ideia é aproximar”, comentou ainda Silvana.  Durante a mudança o Museu também será pintado. Apesar de manter os tons de terra, roxo e camurça propostos pela arquiteta Janete Costa na atual exposição, toda a parte de alvenaria da sala será pintada de pérola, buscando tornar o Muhne mais claro.

A respeito de uma reforma maior, um projeto para 2017 e execução em 2018, Silvana aponta a necessidade de se repensar conceitualmente alguns pontos. “A sala indígena precisa ser revista, assim como a sala das influências, que é muito europeia. Faltam vários povos ali: os indígenas, os afrodescendentes”, afirmou. “Sabemos que há muitas intervenções importantes a serem feitas”.

Ainda sobre o acervo, a coordenadora apontou também a necessidade de se movimentar o Museu: “Temos um acervo muito bom e é importante movimentá-lo. Temos um acervo incrível de brinquedos e de luminárias populares, de máscaras e fantasias de carnaval. E isso precisa ser mostrado”. Atualmente, está em cartaz na Sala Mauro Mota a exposição “Porvir Faustino”, com peças do ceramista figurativo Porfírio Faustino, que não estavam contempladas na exposição de longa duração.
 

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