A professora da UPE, Aidy Guedes, lança o livro “Boa Vista – Um Olhar Afetuoso sobre o Antigo Bairro”, nesta quinta-feira, dia 3 de novembro, às 19 horas, na sala Calouste Gulbenkian, da Fundaj/Casa Forte
A professora da Universidade de Pernambuco (UPE), Aidy Guedes, lança o livro “Boa Vista – Um Olhar Afetuoso sobre o Antigo Bairro”, na quinta-feira, dia 3 de novembro, às 19 horas, na sala Calouste Gulbenkian, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) – avenida 17 de agosto, 2187, Casa Forte). O evento terá uma mesa de debates com a presença da autora; da prefaciadora do livro, a historiadora Magdalena Almeida; do fotógrafo da obra, o historiador e professor da UFPB, Acácio Lopes, e da coordenadora da Editora Massangana, da Fundaj, Joana Cavalcanti.
O livro, editado pela Livro Rápido, de Tarcísio Pereira, e que custará 35 Reais, é uma pesquisa baseada em outros livros, e revistas, sobre a história do Recife (PE), e nasceu do desejo da professora em homenagear o bairro em que ela morou por 22 anos, próximo à Praça Maciel Pinheiro, e por 18 anos, na rua da Aurora.
A autora conta que sua vida é ligada ao bairro por laços sentimentais: fez o curso primário no Grupo Escolar Maurício de Nassau, situado na rua Velha; continuou os estudos no colégio Nossa Senhora do Carmo, concluindo o ensino normal/ médio, e licenciou-se em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia do Recife (Fafire).
Só para fazer o mestrado, Aidy foi longe, ela que é mestre em educação pela Universidade de Quebec à Hull, no Canadá.
Aydi teve sua vida sempre ligada ao magistério. Como profissional de educação, exerceu o magistério em escolas públicas estaduais, além de participar da equipe técnica da Diretoria Executiva (SEC/PE), entre os anos de 1972 a 1987. No ensino universitário, foi docente da Fafire e da UPE, lecionando na Faculdade de Formação de Professores da mata norte e desenvolvendo atividades na Reitoria daquela Universidade, na Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD).
“O livro se constitui de histórias e curiosidades, e é um resgate da história do bairro, que tem uma importância muito grande na história do Recife, mas que não se dá a importância a ele, que é um dos bairros mais antigos da capital pernambucana, atrás, apenas, dos bairros de São José, de Santo Antônio e do Recife antigo”, disse Aydi Guedes.
O ponto alto do livro, segundo a autora, é como o bairro da Boa Vista congregou instituições educacionais. A obra traz muitas fotografias, como a da casa da escritora Clarice Lispector, que era judia. Os judeus são um capítulo à parte do lançamento. A autora explica porque esse grupo se concentrou no bairro para morar.
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