Josué de Castro e os 70 anos de Geografia da Fome
JOSUÉ DE CASTRO: DO MANGUE AO MANGUE
70 ANOS DE GEOGRAFIA DA FOME
A Fundação Joaquim Nabuco, por meio do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira – Cehibra, tem o prazer de convidar para o evento comemorativo dos 70 anos de publicação da obra clássica de Josué de Castro, Geografia da Fome.
PROGRAMA
30 de setembro de 2016
14 h - Mesa-redonda
Participantes
Hélder Remígio de Amorim – Professor doutorando do Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade Federal de Pernambuco (PPGHIS-UFPE).
Túlio Velho Barreto – Cientista político, pesquisador e professor do Programa de Pós-Graduação de Sociologia para o Ensino Médio, da Fundação Joaquim Nabuco.
Renato L – Jornalista, promotor cultural e DJ, “ministro da informação do manguebeat”.
Fred Zero Quatro – Jornalista, músico e líder da banda Mundo Livre S/A, autor do manifesto Caranguejos com Cérebro, 1992.
16 h - Abertura da exposição Josué de Castro: profeta de um mundo sem fome
Local: Fundação Joaquim Nabuco, campus Anísio Teixeira.
Villa Digital e Sala Gilberto Osório.
Rua Dois Irmãos, 92, Apipucos, Recife – PE.
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Há 70 anos, o médico, geógrafo e político Josué de Castro publicava Geografia da Fome, obra que consolidou seu pensamento em torno da fome, flagelo que assolava as populações mais pobres do Brasil e de diversas regiões do globo. Incansável na luta por um mundo sem fome, desmascarando-a enquanto fenômeno social e econômico, Josué de Castro inspirou e continua a estimular novos estudos e pesquisas sobre esta questão que ainda atormenta a humanidade em pleno século XXI.
O evento Josué de Castro: do mangue ao mangue, realizado pelo Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira, da Fundação Joaquim Nabuco, rememora a obra social e a atuação política de Josué de Castro, inter-relacionando-a com a área da cultura, com o Movimento Mangue, com os Caranguejos com Cérebro.
A influência exercida por sua obra paradigmática, porém, extrapola o campo científico. Em meados de 1991, na “cidade anfíbia do Recife” — conforme a denominou Josué de Castro, menino criado junto aos manguezais urbanos —, começou a ser gerado um movimento que transformou a cena cultural da capital pernambucana, espraiando-se, depois, para outras paragens.
O Manguebeat, cujo símbolo era uma antena parabólica enfiada no mangue, tinha por intenção criar um circuito enérgico, “capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop”, conforme as palavras de Fred Zero Quatro, no manifesto Caranguejos com cérebro, de 1992.
Chico Science em entrevista ao programa Marília Gabi Gabriela, (CNT/Gazeta - 1995/1996) declarou : “O caranguejo [no Manguebeat] é uma coisa bem relacionada a Josué de Castro. Tem um romance do Josué de Castro chamado Homens e Caranguejos, confesso até que quando tivemos a ideia de criar o Movimento Mangue junto com a mundo livre s.a. [...] eu não conhecia Josué de Castro... é uma pena. Eu nunca aprendi na escola sobre Josué de Castro. Eu queria que as pessoas aprendessem mais sobre Josué de Castro. Eu fiquei pasmado como Josué de Castro tinha a ver com o Movimento Mangue”.
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