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Fundaj realiza 395ª sessão do Seminário de Tropicologia

Publicado: Quinta, 08 de Setembro de 2016, 10h13 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h11 | Acessos: 953

A Fundação Joaquim Nabuco realiza em 15 de setembro, às 15h, na sala Gilberto Freyre, em Casa Forte, a 395ª sessão do Seminário de Tropicologia, com o tema Formações Nacionais de Classe e Raça no Brasil, com a palestra do Professor Dr. Antônio Sérgio Alfredo Guimarães.

Antônio Guimarães abordará, dentro do tema proposto, assuntos como as classes sociais, as raças, a ciência e a racialização, cor e grupos de cor, formação racial e classe e política racial.

Para o palestrante, hoje, nas ciências sociais, por pressão e por desdobramentos de vários campos teóricos, entre eles o feminismo e o descolonialismo, não se pode mais pensar em classes sem levar em consideração suas interseções com outras dimensões da estrutura social: “É preciso ter a compreensão de que os processos sociais, particularmente a formação de agentes e grupos sociais, ocorrem em ambiente de interações e determinações múltiplas, e que os conceitos e categorias isoladamente nada mais são que resultado de nossos esforços analíticos”, diz Antonio.

Sobre Antônio Guimarães

Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo (USP), possui graduação e mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia e doutorado em Sociologia pela University of Wisconsin – Madison/EUA. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Sociologia entre 1995 e 1997, e recebeu a Ordem do Mérito Científico do Ministério de Ciência e Tecnologia do Brasil, em 2008. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em estudos afros brasileiros e formação de classes sociais, atuando principalmente nos seguintes temas: identidades raciais, regionais e nacionais, racismo e desigualdades raciais. Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo (USP). 

Sobre o Seminário

O Seminário de Tropicologia foi criado pelo sociólogo Gilberto Freyre, em 1966 e volta à Fundaj justamente no ano em que está completando 50 anos de existência. De início realizado na UFPE, o Seminário passou por um período de 23 anos na Fundaj, de 1980 a 2003. Deste ano até 2015, funcionou na sede da Fundação Gilberto Freyre, em Apipucos, e depois na Academia Pernambucana de Letras. 

Para trazer ao Recife o Seminário de Tropicologia, Gilberto Freyre se inspirou na metodologia usada pelo professor Frank Tannenbaum, da Universidade de Columbia (EUA), em seu Seminário Latinoamericano. O seminário de Tannenbaum era multidisciplinar, com acadêmicos e não acadêmicos, que pesquisavam e debatiam as causas relativas ao atraso e/ou o desenvolvimento da América Latina.

Gilberto Freyre, com esta mesma metodologia, queria que o Seminário de Tropicologia incentivasse a pesquisa e o debate sobre o meio e a Cultura nos trópicos. Pois, sociólogos e culturalistas europeus e americanos, muitas vezes, interpretavam a vida nas regiões tropicais como determinada ao atraso. 

Para Freyre, tal interpretação era puro preconceito, pois tal determinismo climático e racial não tinha fundamento. Pelo contrário, o clima tropical e o homem dos trópicos eram de extraordinária riqueza, com potencial enorme de desenvolvimento.

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