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Tropicologia: seminário retorna à Fundação Joaquim Nabuco e discute o que pode ser feito para um Semiárido Sustentável

Publicado: Quarta, 27 de Julho de 2016, 16h48 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h11 | Acessos: 1477

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A primeira sessão do Seminário de Tropicologia, na sua volta à Fundação Joaquim Nabuco, nesta quarta-feira (27), colocou no centro do debate o tema Semiárido Sustentável: algo a ser feito, em conferência do agrônomo e ex-secretário de Agricultura de Pernambuco, Geraldo Eugênio. Em sua explanação, o conferencista mostrou a situação do Sertão e do Semiárido nordestino, a caatinga, em comparação com os demais biomas brasileiros. Segundo Eugênio, as nossas condições diante do Semiárido brasileiro são em tons de cinza, em contraposição ao cerrado, colorido.

O ex-secretário fez questão de comparar os dois tipos de semiáridos, pois, “enquanto no cerrado houve uma mudança muito grande, com o agronegócio em crescimento a partir da década de 1970, com a pecuária extensiva e as plantações da soja e do milho, na caatinga as nossas condições não mudaram muito, e ainda estamos dependentes dos carros pipa, das cisternas mal utilizadas, que servem mais como um reservatório, um “balde” para guardar a água dos carros pipas”.

O agrônomo disse que enquanto no cerrado houve uma revolução no campo, com a agricultura tropical, que exporta 200 milhões de grãos e 80 milhões de milho, na caatinga, para manter a criação de gado leiteiro, foi introduzida a plantação da palma forrageira, que é a solução para que o gado não morra durante a seca. Para Geraldo Eugênio, a solução para o problema da convivência do homem do campo com a seca, passa por mais investimentos tecnológico para previsibilidade climática nos moldes do que existe em regiões similares, como Texas, nos Estados Unidos, e em Israel. “Também um programa de capacitação técnica e ambiental para os habitantes da região, a ênfase na produção da forragem irrigada e apoio à pecuária de leite, além do investimento na infraestrutura hídrica, visando à produção forrageira”, destaca.  

Cinquentenário – Na abertura do Seminário, que marca os 50 anos de sua criação, o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Luiz Otávio de Melo Cavalcanti, fez questão de agradecer à coordenadora do Seminário de Tropicologia, Fátima Quintas, por ter proposto a volta do evento à Fundação. Na sessão desta quarta-feira (27), os debatedores foram a ambientalista, pesquisadora da Fundaj e professora da UFPE, Alexandrina Sobreira, o escritor Clemente Rosas Ribeiro, a fotógrafa Eleonora Florio Saldanha-Marston, o jornalista Ivanildo Sampaio, e a artista plástica Suzana Azevedo. A próxima sessão está marcada para 30 de agosto.

Histórico - De início realizado na UFPE, o Seminário passou por um período de 23 anos na Fundaj, de 1980 a 2003. Deste ano até 2015, funcionou na sede da Fundação Gilberto Freyre, em Apipucos, e depois na Academia Pernambucana de Letras. Seu primeiro dirigente foi o Professor Newton Sucupira, ainda na UFPE. Em 1980, este Seminário foi transferido para a Fundação Joaquim Nabuco, tendo sempre como principal mentor e padrinho Gilberto Freyre. Entre os coordenadores do Seminário, além de muitos outros, pode-se mencionar o Prof. Sebastião Vila Nova e a Profa. Maria do Carmo Tavares Miranda, além de Fernando Freyre, Sonia Freyre e Fátima Quintas.


 

 

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