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VI Encontro de Pesquisa Educacional de Pernambuco: trabalhos de qualidade e recorde de público

Publicado: Quarta, 13 de Julho de 2016, 15h35 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h11 | Acessos: 1914

Vanessa Menescal (ASCOM/Fundaj)

A grandiosidade do VI Encontro de Pesquisa Educacional de Pernambuco (EPEPE) se traduz nos dados numéricos do evento, na qualidade dos trabalhos apresentados e no público, composto por estudantes de graduação e pós-graduação, professores de educação básica, professores universitários, mestres, doutores e pesquisadores em Educação, a grande estrela do encontro. Em 10 anos, o encontro de pesquisa educacional de Pernambuco vem se superando a cada edição bienal, sobretudo nos três últimos, em Caruaru (2012), Garanhuns (2014) e esse último no Sertão do semiárido nordestino, às margens do Rio São Francisco, entre Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).

Acolhido no Complexo Multieventos da Univasf, Campus Juazeiro, o VI Epepe superou as expectativas devido à expansão das vagas nos cursos de graduação e de pós-graduação em Educação na região, aumentando assim o número de inscrições – 730 participantes, entre ouvintes e apresentadores de trabalhos.

Em três dias, de 18 a 20 de maio, dos 441 trabalhos inscritos, 366 foram aprovados para apresentação, distribuídos em relatos, comunicações orais (a grande maioria, cerca de 90%) e pôsteres. A novidade desta edição foram os 12 minicursos, simultâneos, na manhã do primeiro dia do encontro, ministrados por professores e pesquisadores das instituições parceiras, UFRPE, UFPE, UPE, IFPE, UNEB, UNIVASF, FUNDAJ.

O VI Epepe contemplou quinze eixos temáticos, nove deles coordenados por pesquisadores da Fundação Joaquim Nabuco. Entre os que receberam o maior número de trabalhos inscritos estão o Eixo 4, sobre Formação de Professores e Práticas Pedagógicas, com 100 participantes; o Eixo 1, sobre Educação, Currículo e Diversidade Cultural, que recebeu 60 trabalhos e o Eixo 8, sobre Políticas Educacionais, também com 60 estudos.

Ainda sobre os números grandiosos do encontro de pesquisa educacional, as duas sessões coletivas de exibição dos 48 pôsteres, no hall de entrada do Complexo Multieventos da Univasf, concentraram atento público.  Por fim, outro dado que diferenciou esta edição das anteriores foi o aumento do número de mesas redondas, totalizando 19, das quais 9 tiveram a participação de pesquisadores da Fundaj, na coordenação da mesa ou como palestrantes.

Abertura

A mesa de abertura do VI Epepe foi composta pelo vice-reitor da Univasf, Télio Nobre Leite, o então presidente em exercício da Fundaj, Hélcio Matos, Edinaldo Ferreira Torres, coordenador do evento pela Univasf, a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), Andréa Barbosa Gouveia, o ex-presidente da Fundaj, Paulo Rubem Santiago, as pesquisadoras da Fundaj e coordenadoras do evento, Cibele Rodrigues e Patrícia Uchôa, e as professoras Luciana Marques/Fundaj/UFPE e Maria do Socorro de Lima Oliveira.

A palestra inaugural ficou a cargo de Andréa Barbosa Gouveia, presidenta da ANPED, mestre e doutora em Educação pela USP, atualmente professora da UFPR, sobre O Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação: Desafios para o Fortalecimento de Políticas Públicas de Igualdade e Justiça Social. A professora incitou a numerosa plateia da abertura do encontro, composta de estudantes, professores, educadores e pesquisadores, com perguntas sobre Igualdade e Justiça Social, do que estamos falando e como definir o que é socialmente justo. “Esse é o desafio permanente das políticas públicas em Educação, do Plano Nacional de Educação, com um Sistema Nacional justo”, pontuou.

“Entre as decisões históricas da sociedade brasileira estão a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, a garantia do desenvolvimento nacional, a necessidade de erradicar a pobreza e marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, além de promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, cor, idade, sexo e qualquer outra forma de discriminação”, continuou a professora.

“Da participação popular ao Plano Nacional de Educação (PNE), entre 2007, passando por 2010, até a aprovação do plano em 2014, um caminho cheio de desafios. A lei aprovada tem 14 artigos, 20 metas e inúmeras estratégias; um plano decenal que prevê desdobramentos em planos estaduais e municipais; que expressa o debate historicamente possível e que o processo de implementação é um novo momento de disputas”, enfatizou a conferencista.

Entre as diretrizes do PNE estão a erradicação do analfabetismo, a universalização do atendimento escolar, a superação das desigualdades educacionais, a melhoria da qualidade da educação, a promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país e a valorização dos profissionais da Educação. Entre as prioridades estão a ampliação de recursos, a gestão democrática, a avaliação que articule rendimento e contexto e o regime de colaboração, que é o próprio Sistema Nacional de Educação.

As metas 14, 16 e 20 do PNE abordam os desafios do SNE: articular sistemas em um contexto federativo; consolidar uma articulação entre os níveis de ensino, educação básica e educação superior; assegurar condições para uma experiência educacional de cada sujeito que lhe permita o pleno desenvolvimento; garantir crescimento do investimento público em educação pública.

Lançamento de livros

Após a abertura oficial do evento, o hall de entrada do Espaço Multievento da Univasf de Juazeiro/BA foi pequeno para o público que ficou para prestigiar o lançamento coletivo de 9 publicações com temática da Educação.Entre elas o livro síntese do V Epepe, de 2014, “Pesquisa Educacional e o Direito à Educação: Múltiplas Abordagens”, com os trabalhos vencedores daquela edição, organizado pelos professores Ana de Fátima Abranches, Patrícia Simões, Airon de Melo e Mônica Folena Araújo.

Comunicações Orais - Da Cultura Popular ao Desenho Animado

O trabalho da pesquisadora July Rianna de Melo, filha e neta de poetas populares analfabetos, intitulado Viver e/de Criar Cultura: As Práticas de Produção Textual de Poetas Populares com Diferentes Níveis de Escolaridade, se baseia nos três modos discursivos: o cordel, o repente e a poesia, com o objetivo de investigar práticas de produção de textos, orais e escritos, de diferentes níveis de escolaridade, com seis poetas populares.

O estudo aponta que os poetas mais escolarizados não demonstram maiores preocupações com a memorização dos cordéis e poesias e que a maioria deu início às suas produções ainda na infância. No processo de construção da composição poética, atribuíram importante papel à leitura e à rima e todos os poetas alfabetizados disseram eleger palavras não comuns e pouco usuais.

Limites e Possibilidades do Desenho Animado como Auxiliar na Construção do Processo de Leitura na Educação Infantil, foi o tema escolhido pelo pesquisador José Maria de Barros Júnior. O estudo analisou os desenhos animados Dora, a Aventureira e Go, Diego, Go, da faixa etária de 0 a 6 anos, utilizando o formato como ferramenta pedagógica em sala de aula, valendo-se de que a criança lê o mundo antes mesmo de ler a palavra, estimulando a atitude crítica, observação, estudo, leitura e interpretação.

“O desenho animado pode ser um instrumento pedagógico que desperta o desenvolvimento social, a interação com outras crianças, as concepções sobre o mundo e, sobretudo, as primeiras impressões de Geografia, aguçando a criatividade e a imaginação, o interesse e a curiosidade e a interação com os conteúdos, através da leitura de imagens”, apontou o pesquisador.

Clecion Sampaio Gomes escolheu o tema Educação Contextualizada com o Semi-Árido na Cidade de Miguel Calmon-BA e o ponto de partida da pesquisa foram as inquietações de viver na região semi-árida nordestina e aborda trechos do seu trabalho de conclusão de mestrado profissional em Educação. Foram observadas a importância dos encontros formativos e, na concepção da educação contextualizada, a forma do habitat e as ecologias.

“O lado negativo é que há dois anos o município de Miguel Calmon não tem formação continuada e, embora fazendo parte do semi-árido, as escolas não tocam nesse assunto em seus currículos”, evidenciou o mestre

Dayseellen Gualberto Leite direcionou sua pesquisa para a Educação Infantil no Contexto da Educação Básica Obrigatória e Gratuita: Um Direito Social e um Desafio Educacional. Dentro do contexto atual da educação infantil, os pais devem efetuar a matrícula de seus filhos de 4 a 5 anos de idade e os municípios de todo o país devem se preparar para atender essa nova demanda. É a universalização do atendimento da educação infantil com a oferta e a matrícula gratuita.

Os dados levantados demonstram que nos últimos seis anos, entre 2007 e 2015, nas redes públicas municipais , o atendimento no Brasil com crianças de 0 a 3 anos nas creches chegou a 43% e na Pré-Escola, 3%, enquanto que em Pernambuco, os números indicam 33% de crianças lotadas em creches e 6% na Pré-Escola.

A Fundaj no VI Epepe

O Programa Mais Cultura nas Escolas no Contexto do Ciclo de Políticas de Bowe e Ball: Uma Reflexão sobre as Propostas Culturais em Escolas Públicas do Recife, de Monica Monteiro.

O programa Mais Cultura nas Escolas – PMCE, criado em 2013, assegura a realização de atividades culturais em escolas públicas, destacando a importância da vivência democrática e o desenvolvimento de atividades que contribuam com a educação integral e promoção da cidadania. O PMCE vem ao encontro da ideia de assegurar a intersetorialidade entre educação e cultura, colaborando para os objetivos do Programa Mais Educação.

O artigo analisa as características e conteúdos das iniciativas culturais apoiadas pelo PMCE em 16 escolas públicas do Recife e em que medida contribuem para a educação integral. A análise dessa etapa exploratória de mapeamento dos projetos culturais apoiados pelo PMCE evidencia a ideia de valorização dos saberes e dos mestres populares como reconhecimento da identidade cultural.

Os projetos culturais apoiados se propõem a promover a ocupação de espaços situados no entorno das escolas, na busca por parcerias e maior integração da comunidade e dos pais dos alunos, ampliando os espaços de atuação e o número de atores envolvidos na formação dos estudantes.

Bem Estar e Mal Estar Docente: Análise da Produção Acadêmica, de Zarah Barbosa Lira.

O objetivo desse estudo é analisar os conteúdos de 24 dissertações e teses no Banco de Teses da Capes cujas pesquisas abordam a questão do bem-estar e mal-estar docente.  A felicidade e a satisfação no trabalho são temas pouco estudados por aqueles que se dedicam aos estudos da profissão docente.

As pesquisas apontam para as condições precárias de trabalho, a inadequação ou insuficiência de infraestrutura e de materiais básicos, influenciando negativamente na saúde física e psíquica dos professores, resultando em mal-estar docente, abandono da profissão, pouco comprometimento com o trabalho e o absenteísmo dos docentes.

São crescentes os estudos que envolvem discussões a respeito da insatisfação dos docentes, decorrentes do aviltamento da profissão, envolvendo baixos salários, condições adversas no trabalho e sofrimento. O que se percebe é uma categoria de profissionais que não se sente valorizada, pelo contrário, se sente desprestigiada.

A felicidade no trabalho docente se obtém quando for positiva a avaliação que o professor faz de si próprio, na condição de trabalhador, além das condições existentes para a realização do seu trabalho. O estudo aponta para a necessidade de políticas públicas que considerem o contexto da profissão docente.

Escola em Tempo Integral e Programa Mais Educação: As Duas faces de uma mesma Moeda, de Cleide de Fátima Galiza.

O Programa Mais Educação – PME foi instituído em 2007 com o objetivo de propiciar aos alunos da rede pública de ensino ações educativas e culturais nos contratempos, construindo, dessa forma a formação integral, principalmente para escolas de baixo Índice de Desenvolvimento de Educação Básica – IDEB. Escola em tempo integral e Programa Mais Educação estão intrinsecamente ligados e fazem parte de uma estratégia governamental para oferecer condições mais abrangentes de educação, cultura e cidadania aos estudantes das escolas públicas do Brasil.

O artigo trata da problemática da execução do PME e a repercussão sobre a vida dos estudantes. O estudo revelou melhoria na aprendizagem dos alunos, pelas horas a mais na escola e um refúgio e distanciamento da violência e das más companhias. A preocupação em prevenir a criança e o jovem, através da maior permanência da escola, do trabalho infantil, da exploração sexual e de outras violências.

Para desenvolver a pesquisa foram realizadas entrevistas com alunos de escolas públicas de Joâo Pessoa, Maceió, Fortaleza e Aracaju, participantes do PME por, no mínimo, um ano e que, preferencialmente, estivessem cursando os dois últimos anos do ensino fundamental. A escolha de capitais se deu pelo fato de terem sido elas as primeiras a serem contempladas com o Programa

A carência de lazer e de diversão na família e na comunidade, preenchida pelo horário integral, revela que a escola desempenha um papel que vai além do ensino-aprendizagem. A ampliação da jornada escolar é vista como uma proteção às adversidades das ruas e evidencia a condição de porto seguro exercida pela escola.

Avaliação do Programa Mais Educação em Pernambuco, de Cibele Rodrigues.

A pesquisa foi realizada em 861 municípios de todos os estados do Brasil com o objetivo de avaliar o funcionamento do programa Mais Educação na ótica dos gestores escolares, coordenadores nas secretarias, professores comunitários, estudantes e monitores do programa. A concepção de Educação Integral proposta pelo Programa e como formação do ser humano em suas múltiplas dimensões com uma abordagem interdisciplinar.

Em Pernambuco, incluindo 83 escolas/gestores municipais e estaduais, de37 municípios, a pesquisa aponta que as escolas estão cumprindo com a maioria das tarefas em relação à proposta do governo federal.

A percepção dos gestores sobre os resultados gerados pelo Programa é positiva e mostra um consenso em torno da importância de se criar de fato uma política de educação integral, na perspectiva interdisciplinar, incluindo artes e esportes.

Qualidade Educacional e Gestão Escolar, de Verônica Soares Fernandes.

A pesquisa buscou analisar modelos de gestão considerados exitosos pelos indicadores educacionais atuais na região Nordeste e teve como público escolas públicas com bom desempenho no IDEB 2011.

Ao todo, 36 diretores de escolas, de 32 municípios do Nordeste, participaram da pesquisa, sendo 39% de escolas estaduais e 61% de escolas municipais, com 83% dos gestores do sexo feminino. Esses gestores, além de graduados e licenciados (90%), 93% tem especialização e 75% estão na gestão há mais de seis anos. Das escolas pesquisadas, 86% tem conselho escolar e 92% tem projeto político pedagógico.

No discurso dos gestores, aparecem duas visões distintas, uma mais gerencialista, trazendo conceitos e práticas empresarial e comercial, enfatizando os princípios de eficiência e produtividade, a competitividade a qualquer custo e, por outro lado, a perspectiva bastante estudada no Brasil, que valoriza o pensamento crítico e adota a participação coletiva, a postura dialógica e o compromisso democrático, compreendendo a escola como espaço de contradições e diferenças.

Gestão dos Recursos Públicos para a Educação Infantil: Concepções dos Secretários Municipais de Educação e Conselheiros do Fundeb em Municípios do Nordeste Brasileiro, de Juceli Bengert Lima.

A implantação do Fundeb iniciou o debate nacional sobre o uso de recursos públicos e o investimento na educação Infantil. A escolha por uma política de inclusão das crianças pequenas nas creches e pré-escolas vem se dando no país a partir da importância que a primeira infância vem assumindo na agenda societária e governamental.

Este estudo analisou as percepções de 382 secretários municipais de Educação e 2.489 conselheiros municipais do Fundeb em cidades do Nordeste brasileiro. Os participantes assinalaram o uso dos recursos do Fundeb tanto para a ampliação do atendimento como para a melhoria da qualidade.

Para a implantação de uma política de inclusão das crianças pequenas na educação Infantil, faz-se necessário uma mudança cultural na concepção dos diferentes atores e segmentos da sociedade sobre o direito da criança a um atendimento educacional de qualidade.

A Educação Infantil em Municípios com Altos IDEBS no Nordeste, de Patrícia Simões.

O efeito da exposição à educação infantil no desempenho posterior do aluno vem sendo discutido por muitos especialistas que apontam uma relação entre o bom desempenho das crianças no ensino fundamental e a sua passagem pela educação infantil.

A análise dos resultados colocou em evidência concepções de educação infantil e de suas funções. Foi observada uma predominância da compreensão de que a educação infantil é uma etapa preparatória para o desempenho posterior das crianças.

A Qualidade do Ensino e a Gestão da Educação: Pontos para o Debate, de Luciana Marques.

O estudo visa discutir as contribuições das Ciências Sociais para o campo das Ciências da Educação, com caminhos teórico-analíticos capazes de dar conta da apreensão dos processos da educação como uma política pública, focando a gestão e a qualidade da educação.

A busca da qualidade na educação é encontrada nos mais diferentes discursos e sentidos diferenciados que permitem falar em qualidades na educação, a depender da perspectiva teórica e do projeto social em que se inserem os que dela estão falando.

No campo educacional, sobretudo a partir de 1980, gestão e administração escolar vem sendo tratadas como sinônimos. A exemplo do que ocorreu com a maior parte das sociedades capitalistas, se implantou no Brasil adoção de teorias e técnicas gerenciais próprias do campo da administração de empresas nos sistemas de ensino.

Programas e projetos adotaram critérios de distribuição de recursos e de benefícios baseados em índices de produtividade medidos pelo fracasso ou sucesso dos alunos, introduzindo no universo escolar princípios de competitividade entre os seus atores.

O Alcance da Formação Docente em Mestrados Profissionais em Rede, de Suiany Carvalho Padilha

O objetivo da pesquisa é analisar o alcance dos mestrados profissionais em rede nacional para a formação continuada na Educação Básica, a exemplo do Profmat-Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional, do Profis – Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física e o Prof Letras – Programa de Mestrado Profissional em Letras.

As demandas regionais justificam a importância do ensino em Rede, com cursos presenciais e semi presenciais espalhados pelos quatro cantos do país. Para a pesquisadora, para ter um aprendizado da educação básica é necessário antes um ensino de qualidade e acima de tudo a qualidade profissional dos professores.

Encerramento

A mesa de encerramento do VI Epepe foi composta por Silke Weber, da UFPE e Heleno Araújo, coordenador do FNE-Fórum Nacional de Educação, com o tema Panorama da Construção do Sistema Nacional de Educação e Perspectivas para o Fortalecimento de Políticas de Igualdade e Justiça Social.

“Se vai ser uma política de estado ou não o Sistema Nacional de Educação-SNE  é uma incógnita, mas até Junho de 2016 ele deveria ter sido criado, como previsto na lei aprovada do PNE, no artigo 13”, explicou a conferencista. Essa construção é histórica e sua força vem desde a Constituição de 1988, mas o debate precede a sua sanção, com a criação de coordenações de políticas educacionais como o Consed e o Undime, ambos de 1986.

Outras criações como o Fundef, em 1996, o Fundeb, em 2007 e a elaboração do PDE do MEC 2007/2014,também são marcos de discussões  e de proposições em torno do Sistema Nacional de Educação. “Essa trilha percorre ainda a formulação do PNE 2014/2024, mediante as conferências estaduais e municipais e a Conferência Nacional de Educação -CONAE 2010/14 e o surgimento do Fórum Nacional de Educação em 2010”, disse Silke Weber.

A defesa da igualdade como direito e não como caridade, ressaltada pelo educador Paulo Freire, é bandeira levantada pelo Fórum Nacional de Educação, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, firmes na luta e com mobilização, para a concretização dos planos estaduais de educação concluídos por lei. “As bases para um novo cenário educacional no país estão lançadas, contudo, sua realização depende, mais do que nunca, do compromisso dos gestores público e da mobilização social”, concluiu o presidente do FNE, Heleno Araújo.

Trabalhos premiados no VI Epepe

Dos quinze eixos temáticos, apenas três não foram contemplados com trabalhos premiados.  O eixo 8 Políticas e Gestão Educacional foi o grande campeão com 10 escolhidos e em segundo lugar, o eixo 1 Educação, Currículo e Diversidade Cultural, com 9 selecionados, dentro de um número recorde de 41 vencedores. Mais dois outros eixos se destacaram, o 3 sobre Processos de Ensino – Aprendizagem e Avaliação e o eixo 9 com a temática Movimentos Sociais, Educação no e do Campo, cada um desses com 5 premiados. O livro, editado pela Editora Massangana, da Fundaj, com os trabalhos premiados, será lançado por ocasião do próximo Epepe, em data e local ainda a ser definido.

 

 

 

 

 

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