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Delmiro Gouveia e o paradoxo de ser um coronel empreendedor na Primeira República

Publicado: Sexta, 06 de Mai de 2016, 15h47 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h11 | Acessos: 1600

Nascido no Ceará em 1883, Delmiro Augusto da Cruz Gouveia fez a vida no Recife. De bilheteiro de estação de trens urbanos, tornou-se rico e poderoso comerciante e industrial no Brasil, entre as décadas finais do século XIX e as iniciais do XX. No Recife, investiu no comércio de exportação de couros e peles e no refino do açúcar. Inovou na área urbanística, instalando modernos equipamentos no bairro do Derby, voltados para o comércio de víveres e de mercadorias estrangeiras de luxo, e para a promoção de divertimentos e esportes para o público: corridas de cavalo e de bicicleta, regatas, retretas, teatro, carrossel.

Cultivador de hábitos e gostos refinados da cultura europeia, Delmiro Gouveia escolheu por lugar de morada o subúrbio de Apipucos. No final do século XIX, adquiriu e reformou imponente casarão a que deu o nome de sua primeira esposa: Annunciada. A Villa Annunciada que, hoje, abriga o Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira – Cehibra, da Fundação Joaquim Nabuco; havendo acolhido, entre 1955 e 1975, a sede do Centro de Regional de Pesquisas Educacionais do Nordeste, do Ministério da Educação e Cultura.

Por sua capacidade de empreender e inovar no comércio e na indústria, contrapondo-se a fortes interesses políticos e econômicos da velha oligarquia açucareira pernambucana, Delmiro Gouveia foi duramente perseguido, sofrendo inclusive ameaça de morte. Diante das ameaças, refugiou-se no sertão alagoano e reinventou a sua e a nossa história.

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