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Fundaj e Companhia Editora de Pernambuco lançam livro sobre Benício Dias, fotógrafo que Gilberto Freyre chamava de mestre

Publicado: Segunda, 07 de Dezembro de 2015, 13h41 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h11 | Acessos: 1537

(Ascom/CEPE)

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e a Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, lançam na próxima quinta-feira (10), às 19h, na Sala Calouste Gulbenkian (Fundaj de Casa Forte), Benício Dias – fotografias, livro que reúne parte do acervo do fotógrafo recifense, considerado um dos mais expressivos nomes da fotografia pernambucana, mas que tem biografia pouco conhecida até hoje. Chamado de “mestre” pelo contemporâneo Gilberto Freyre, Benício Dias teve, entre outros méritos, o de reunir, em seu acervo, farto registro iconográfico das muitas intervenções urbanísticas sofridas pelo Recife no início do século XX.

O arquivo do fotógrafo foi doado à Fundação Joaquim Nabuco em maio de 1976 por seu filho, o arquiteto e urbanista Sérgio Benício Whatley Dias. Ele atendeu a um pedido do pai, que morreu naquele mesmo ano, no dia 7 de março. São 2.392 documentos, entre fotografias (1.432), negativos, documentos bibliográficos e textuais hoje sob a guarda da Fundaj.

Memória SocialAlém de imagens autorais, o acervo conta com trabalhos de outros fotógrafos, reproduções fotográficas de obras de artes, sempre tendo Recife como objeto, percorrendo uma linha de tempo que vai de 1870 a 1950. “Postos lado a lado, levam-nos a perceber que havia uma circulação de imagens alusivas à capital pernambucana, como também a constatar que um mesmo motivo, uma mesma paisagem, certos monumentos ou edificações – públicas, na maioria das vezes –, um mesmo enquadramento de determinado artefato urbano e arquitetônico do Recife eram desenhados ou fotografados recorrentemente, em diferentes momentos de sua história. Possibilita-nos pensar que, conscientemente ou inconscientemente, faziam parte da construção de uma memória social do Recife”, destaca no livro a historiadora Rita de Cássia Barbosa de Araújo, que, ao lado da também pesquisadora da Fundaj Albertina Otávia Lacerda Malta, responde pela organização do conteúdo.

Para a elaboração do livro – que conta com textos de Rita de Cássia e de Sérgio Benício, foram selecionadas 158 fotos – o que não foi uma tarefa fácil. “O fotógrafo Benício Dias pintava com a luz, fosse uma representação do novo ou do antigo, fosse um tipo humano ou uma paisagem do Nordeste. Ao registrar fragmentos da realidade social e histórica de que era parte, legou às gerações futuras a possibilidade de construir memórias – diversas, múltiplas e mesmo antagônicas memórias; e de reescrever a História”, pontua Rita de Cássia.

As fotos de Benício Dias – que também foi professor de História da Arte da Escola de Belas Artes da UFPE – que compõe o livro foram produzidas entre as décadas de 1930 e 1950. Retratam o Recife, mas também outras cidades e cenas do cotidiano. “Apontou suas lentes na direção dessa alma brasileira, mostrando os tipos e as manifestações populares”, grifa Sérgio Benício, que ao lado das organizadoras participará do lançamento comentando o trabalho e vida de Benício Dias.

Serviço

Lançamento do livro Benício Dias, fotografias

Local: Sala Calouste Gulbenkian (avenida Dezessete de Agosto, 2187 - Recife)

Quinta-feira (10), às 19h

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