Seminário Internacional na Fundação Joaquim Nabuco discute a Presença Afrodescendente na América Latina
Teve início nesta quarta-feira (4), na Fundação Joaquim Nabuco. o Seminário Internacional Presença Afrodescendente na América Latina, que tem como objetivo apresentar um painel sobre a mobilização da população de origem africana em alguns países do continente e discutir iniciativas brasileiras latino-americanas nas áreas de educação e promoção da igualdade racial. A mesa de abertura contou com as presenças dos convidados Mãe Elza de Yemanjá, coordenadora Religiosa da Caminhada dos Povos de Terreiro de Pernambuco, Maria Elisa Velásquez, presidenta do Comitê Científico Internacional do Programa A Rota do Escravo, e do representante do Brasil no Comitê, Milton Guran. Pela Fundaj, participaram o presidente, Paulo Rubem Santiago, e os pesquisadores Rosalira Oliveira (Coordenação-Geral de Estudos Sociais e Culturais), Luís Henrique Romani (Diretoria de Pesquisas Sociais) e Joanildo Burity (Diretoria de Formação e Desenvolvimento Profissional).
Experiências - A apresentação dos trabalhos teve início com o painel Populações afrodescendentes na América Latina: experiências nacionais, do qual participaram Ana Frega, da Universidad de la República Uruguay, Claudia Mosquera, da Universidad Nacional de Colombia e Milton Guran, da Universidade Federal Fluminense. Eles explanaram sobre cultura afrodescendente, projetos que abrangem o tema e, também, sobre preconceitos em seus respectivos países. A mediação ficou por conta do pesquisador Luís Henrique Romani (Fundaj).
As atividades prosseguiram à tarde com a segunda parte do Painel sobre as experiências nacionais com a professora Maria Elisa Velázquez, do Instituto Nacional de Antropología e Historia – Inah, México, que falou da composição mexicana e a miscigenação do país, das relações entre mulheres negras e indígenas em sua convivência diária e a luta dos povos negros do México para serem reconhecidos como um grupo étnico. A professora ainda trouxe uma reflexão a respeito do racismo. “É antiga essa historia de maus tratos e discriminação, principalmente com os africanos, no México. A história é longa e a luta ainda está sendo grande para se conseguir o reconhecimento”, disse.
Após os debates relativos aos temas abordados nos paineis, teve início a Mesa-Redonda Cultura e afirmações Identitárias no Brasil, que contou com a participação do Professor Dr. Petrônio Domingues (Universidade Federal de Sergipe), da Professora Dra. Cibele Barbosa (FUNDAJ) e do Professor Dr. Moisés Santana (Universidade Federal de Pernambuco) com mediação da historiadora Rita de Cássia (FUNDAJ).
O primeiro dia foi encerrado com a apresentação dos banners de trabalhos de conclusão dos alunos do Curso de Especialização em Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial.
Presença – Realizado por meio da parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco e o Comitê Cientifico do Programa Rota do Escravo: resistência, liberdade e patrimônio, o Seminário Internacional Presença Afrodescendente na América Latina marca a abertura do mês da consciência negra em Pernambuco e o início das comemorações relativas à Década Internacional dos Afrodescendentes. O seminário segue nesta quinta-feira (5), com palestras no auditório Calouste Gulbenkian, na Fundaj Casa Forte. Todo o seminário está sendo transmitido ao vivo neste endereço: http://video.rnp.br/portal/transmission.action?idItem=27033
Programação | quinta-feira, 5 de novembro:
09 h Mesa-redonda: Educação e relações étnico-raciais no Brasil: narrativas de experiências
Coordenação: – Coordenadora Geral de Estudos da História Brasileira - CEHIBRA
11h Exibição do Documentário: “Trocas Atlânticas” produzido pelo LABdidática/Massangana Multimídia – FUNDAJ. Apresentação Cynthia Falcão
12h Almoço
14h: Painel III: A Década Internacional dos Afrodescendentes: desafios e perspectivas – Maria Elisa Velázquez - Presidenta do Comitê Científico Internacional do Programa A Rota do Escravo: resistência, liberdade e patrimônio.
Coordenação: Rosalira Oliveira (Fundaj)
16h: Visita ao Museu do Homem do Nordeste
17h: Encerramento
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