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Pensamento de Josué de Castro inspira noite de debate na Fundação Joaquim Nabuco

Publicado: Quinta, 01 de Outubro de 2015, 14h55 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h12 | Acessos: 971

A atualidade do pensamento e dos estudos do médico e cientista social Josué de Castro, mesmo decorridas oito décadas após a publicação do pioneiro estudo econômico sobre a alimentação da classe operária no Recife e suas condições de vida, foi unanimidade entre os participantes do debate promovido pela Fundaj e o Centro de Pesquisas Josué de Castro na noite desta quarta-feira (30). Setembro é conhecido como o Mês Josué de Castro por marcar o nascimento e morte do importante pernambucano.

Nem mesmo a ausência sentida à mesa de debate da representante do Dieese, Jackeline Teixeira Natal, por urgente razão familiar, foi capaz de tirar o brilho do encontro. À mesa, o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, professor Paulo Rubem Santiago; Dr. Malaquias Batista Filho, do Imip/Centro de Pesquisa Josué de Castro-CPJC; Nanci Lourenço, presidente do CPJC; Josué Fernando de Castro, filho de Josué de Castro; a economista Tânia Bacelar e o representante do IBGE, André Geraldo de Moraes Simões.

O ponto alto das comemorações dos 80 anos que marcam a publicação foi o debate sobre esse estudo, e tantos outros, que vêm balizando as políticas econômicas e sociais do Brasil, como a concepção do salário mínimo e a distribuição de riqueza. “O pensamento de Josué de Castro é o pensamento de hoje. Quando jovem, médico de uma fábrica, indagado pelo proprietário por que tantos operários estavam faltando ao trabalho, ele respondeu: eles não estão doentes, eles estão com fome”, ilustrou a presidente do Centro de Pesquisa Josué de Castro, Nanci Lourenço.

A economista Tânia Bacelar salientou Josué de Castro como um ferrenho combatente das desigualdades sociais e um visionário. “O Recife foi somente o ponto de partida. O que Josué de Castro queria mesmo era abranger todo o Brasil. Ele via a alimentação com o foco da economia; assim tínhamos o lado médico da nutrição e o lado economista de Josué de Castro. O Dieese faz hoje com a cesta básica o que ele fez na sua pesquisa, há 80 anos atrás, indicando quanto que as famílias operárias gastavam com os alimentos básicos. Josué de Castro era contundente e o Brasil está num momento que a falta que ele faz é ainda mais sentida”, afirmou Bacelar.

80 anos se passaram desde que Josué de Castro formulou para o país os estudos que fundamentariam o estabelecimento do salário mínimo. Para o presidente da Fundaj, Paulo Rubem Santiago, o tema segue atualíssimo, no centro de um conjunto de discussões sobre a renda dos assalariados e a riqueza nacional, a elevação dos salários e da produtividade e sobre o chamado “custo Brasil”.

Paulo Rubem falou do quanto é essencial conhecer o trabalho de Josué de Castro por sua atualidade. ”Não há dúvida de que o atual desenho da economia mundial, hegemônico no país, deve ser revisto, com a promoção do trabalho e os salários sendo colocados em patamares estratégicos para a dignidade humana e a justiça social. Tarefa inadiável com a qual Josué de Castro tanto se comprometeu, realidade mutável que ele com tanta agudeza denunciou no seu tempo”.

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