Fundaj debate empoderamento da mulher
O Seminário Internacional Mulher e Poder realizado nesta segunda-feira (21) na sede da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) debateu o empoderamento da mulher e as ações decorrentes desse fenômeno nas esferas pública e privada. Para falar sobre o assunto, foram convidadas mulheres que atuam em cargos administrativos públicos e privados que destacaram estudos de casos e suas próprias experiências. Participaram da Mesa de Abertura a secretária da Mulher de Pernambuco, Sílvia Cordeiro, a coordenadora geral de Capacitação da Fundaj, e o presidente da Fundaj, Paulo Rubem Santiago, que destacou a importância social do Seminário e seu apoio às causas feministas.
Os debates da parte da manhã contaram com a participação de Fátima Amazonas, especialista sênior em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial, e de Roberta Viegas, consultora legislativa para Direitos Humanos do Senado Federal, com mediação de Mariomar Teixeira, da Fundaj. Fátima Amazonas traçou um panorama social e econômico das questões de gênero na América Latina e Caribe, e explanou sobre os projetos do Banco Mundial (BM), que visam à inclusão das mulheres em vários âmbitos de trabalho e estudo. A especialista também frisou o compromisso das equipes do Banco Mundial em colocar em prática esses projetos.
Roberta Viegas apresentou um panorama do Legislativo sobre o assunto, com foco na participação da mulher no mercado de trabalho e na política atuais. Viegas mostrou, em números, as desigualdades existentes entre homens e mulheres com relação à média de salários, divisão de trabalho entre os gêneros, disputa de gêneros no mercado de trabalho, entre outros. A consultora também explanou sobre programas e projetos de leis que objetivam diminuir a desigualdade de gêneros na política, como a ONU Mulheres e o Programa Pró-Equidade, e focou bastante na defesa da questão de cotas para o aumento da participação feminina no Congresso Nacional Brasileiro.
Direitos – Os debates da tarde prosseguiram com as participações de Magdalena Wanda Nazarczyk, professora do Instituto de Ciências Políticas, Facultad de Periodismo y Ciencias Políticas da Universidad de Varsovia/Polônia e Cristina Buarque, pesquisadora da Fundaj e ex-secretária da Mulher do Governo de Pernambuco. Nazarczyk falou sobre os direitos da mulher na perspectiva europeia, inclusive enfocando o direito ao voto, e citou exemplos de Polônia, Suíça, Portugal e Romênia, onde, segundo a pesquisadora, há uma defasagem das mulheres na luta por seus direitos e que isto se dá pela falta de educação política e por falta de políticos que representem os interesses das mulheres.
Cristina Buarque elegeu o tema Políticas Públicas para as mulheres, uma intricada relação entre Feminismo e Estado, onde levantou questões sobre a desigualdade de gêneros, “é uma questão que achamos explícita, mas que tem um tapume e a gente não vê”, a violência contra a mulher, programas governamentais, como o Chapéu de Palha, do Governo do Estado, e os benefícios para as mulheres menos favorecidas da zona rural. A pesquisadora fez um histórico sobre as políticas públicas para as mulheres no Brasil, que considerou como reparadoras e redistributiva.
O seminário foi transmitido ao vivo pelo site da Fundaj.
Redes Sociais