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Presidente da Fundaj palestra no XV Encontro Estadual do Fórum da EJA

Publicado: Sexta, 14 de Agosto de 2015, 12h08 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h12 | Acessos: 899

Os 25 anos do fórum EJA – Educação de Jovens e Adultos - em Pernambuco, foram comemorados durante a realização do XV Encontro Estadual do Fórum da EJA, nos dias 12, 13 e 14 de agosto de 2015, na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Educadores Professor Paulo Freire, no bairro da Madalena, no Recife, homenageando o professor doutor João Francisco de Souza, in memoriam, inspirador do Movimento de Articulação Pernambucana pela EJA.

Entre os diversos grupos de trabalho no XV Encontro Estadual do Fórum EJA figuraram temas como Concepções da Educação Popular e suas Interconexões com A EJA; EJA e Educação Inclusiva: do Campo, Quilombolas, Indígenas, Populações Ribeirinhas, Itinerante e Escola Especial; EJA e Educação para Privados de Liberdade; EJA e Educação Profissional; Diferentes Sujeitos da EJA: Jovens, Adultos e Formação de Professores; e Currículo, Metodologia, Materiais de Multimídias e Avaliação na EJA.

Convidado especial do encontro, o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, professor Paulo Rubem Santiago, proferiu palestra sobre a EJA : Projeto de Educação e Projeto de Sociedade, contextualizando a História do Brasil, com seus 322 anos de Colônia, 67 anos de Império e 126 anos de República, como ponto de partida essencial.

Na sua palestra, o professor Paulo Rubem entrelaçou aspectos econômicos, sociais e educacionais e o impacto das medidas adotadas na economia sobre o projeto de sociedade na educação e na formação profissional de jovens e adultos.

Analisou ainda os indicadores da Educação, a disparidade entre as diferentes regiões do país, a desigualdade galopante nacional e regional nos insumos educacionais, a exemplo da Internet, laboratórios de informática, bibliotecas e quadras de esportes, além da acessibilidade.

Paulo Rubem apresentou gráficos recentes jogando luz sobre o atraso educacional da população entre 20 e 24 anos, onde ¼ desse universo não concluiu o ensino fundamental e 22,5%, nessa mesma faixa não concluíram o ensino médio. Segundo o Censo, de 2010, os dados do IBGE apontam que quase a metade da população com 25 anos ou mais não tem fundamental completo.

“Se estamos entre as dez maiores economias do mundo, por que não estamos no mesmo patamar em termos de Educação? Não nos falta nada. Temos normas jurídicas, base tributária, boas universidades, centros de formação de professores e de pesquisas, LDB, PNE. E onde está o direito à Educação dos nossos jovens e adultos? O que existe é a vida em risco, sob ameaça, o extermínio dessa população, que tem idade e cor no Brasil: homens, entre 15 e 29 anos, negros e pardos, mortos por homicídios e acidentes”.

Para garantir o direito a EJA, o presidente da Fundação Joaquim Nabuco salientou a cobrança da execução das metas do PNE; o fortalecimento dos fóruns de educação de jovens e adultos; a necessidade de forjar programas de formação de gestores sociais; o aumento da pressão pela destinação prioritária de dinheiro público para a educação pública e o reforço à luta pela execução apropriada das competências da União, estados e municípios, sem desvio de função.

 

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