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Lançamentos de site e livros em evento que marca o centenário de Francisco Julião

Publicado: Quinta, 09 de Julho de 2015, 16h25 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h12 | Acessos: 1041

Na contramão de uma sociedade que parece ter aderido, totalmente, ao consumismo como ideologia de vida, e que é avessa à política, até mesmo pelos fatos mais recentes da história de nosso país, um grupo, de vinte e poucas pessoas se reuniu na manhã chuvosa desta sexta-feira (10) na sala Calouste Gulbenkian, da Fundaj/Casa Forte, para revenciar a memória de um "comunista". Francisco Julião, o ex-deputado, escritor, poeta, o advogado dos camponeses, líder de uma revolução no campo do Brasil, entre as décadas de 1950/60, as Ligas Camponesas.

A passagem do seu centenário de nascimento, neste ano de 2015, e os 16 anos de morte (que foi no dia 10 de julho de 1999), mereceram, por parte da ONG "Movimento Infanto-juvenil de Reivindicação" (MIRIM-BRASIL), atividades como o lançamento do site "Espaço Memória e Luta Francisco Julião", e o relançamento de dois de seus livros mais importantes: "Até Quarta, Isabela" e "Cambão: A face oculta do Brasil", editados pelas Edições Bagaço .  

Sobre as poucas pessoas que compareceram ao evento (entre elas, o militante político Cajá, o vereador de Olinda, Marcelo Santa Cruz, o maestro Geraldo Menucci e o ex-presidente da Fetape, José Rodrigues, com a sua Georgina) o sociólogo Anacleto Julião, fundador da MIRIM BRASIL e filho do homenageado, minimizou o fato: "não importa o número, a quantidade de pessoas que estão aqui hoje. O importante é que elas estão aqui, e são compromissadas, tem uma missão com a causa revolucionária". Ele revelou estar preocupado é com a dispersão, a divisão da esquerda, e da sociedade brasileira, no país. "Se não estivermos unidos, vamos repetir erros do passado, nesse clima de incerteza que perpassa as nossas instituições legais - o executivo, o judiciário e o legislativo nas mãos dos grandes empresários, o poder, como dizia Francisco Julião, dos que guardam as grandes fortunas". Em resumo, explicou Anacleto, "nós temos o governo, mas não temos o poder".

A crise econômica, na opinião do sociólogo e fundador da MIRIM BRASIL, é do grande capital internacional, que perdeu 10% dos seus lucros de 100%, por exemplo, e querem que nós paguemos esse prejuízo deles. "Coitados desses bilionários", comentou Anacleto, "que vivem presos, se fecham nos seus prédios de luxo com medo do povo. O resultado está aí, na mídia, a violência crescente, vivemos em pleno estado de guerra, uma guerra mundial, terrível".

No campo, onde Francisco Julião lutou, a situação não é tão diferente da situação das cidades, e o pior é que esqueçem dele. Plácido Júnior, da Comissão Pastoral da Terra, presente ao evento, lembrou que "ainda não se fez a Reforma Agrária no Brasil, mas que, por conta da "revolução verde", das grandes plantações de Soja e de Trigo, e da pecuária extensiva no Norte e Centro-Oeste do país, não se fala mais em reforma agrária, e o homem do campo continua lá, sem assistência, sem estrutura, pobre e infeliz". "O que não é urbano parece não existir, que é o rural, o camponês, atrasado, sem vida", disse Plácido Jr. , lamentando esta realidade, que é tão antiga quanto o centenário Julião.  

Em contraposição ao "velho", o novo esteve sempre presente, num evento em memória e homenagem a um antigo líder das massas campesinas: no próprio Placido Jr., um jovem militante da CPT, nas presenças da presidente atual da ONG MIRIM BRASIL, Sylvia Siqueira Campos, da presidente da executiva infanto-juvenil do MIRIM BRASIL, Lívia Oliveira, e, principalmente, pela causa que eles abraçam no momento: a não redução da maioridade penal pelo parlamento no Brasil.           

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