Ministro da Educação Renato Janine Ribeiro visita e conhece a Fundação Joaquim Nabuco através do seu presidente e diretores de áreas de atuação
Em visita à Fundação Joaquim Nabuco, na manhã do dia 27/05, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, foi recebido pelo novo presidente da Fundaj, Paulo Rubem Santiago e os diretores das áreas de Pesquisa Social, Memória, Educação, Cultura e Arte, Formação e Desenvolvimento Profissional e Planejamento e Administração, respectivamente Luis Henrique Romani, Rita de Cássia Barbosa, Joanildo Burity e Yves Goradesky.
O breve encontro, devido à apertada agenda do ministro, aconteceu na sala do Conselho Diretor, no Campus Gilberto Freyre, sede da instituição, no bairro de Casa Forte, no Recife. Além das saudações e agradecimentos pelas presenças, o presidente da instituição falou sobre o processo de construção de novos desafios para a Fundaj durante a sua gestão.
Ao ministro, os diretores da Fundaj fizeram apresentações de suas áreas de atuação, de forma sucinta e expressa, a começar pelo representante da área de Formação e Desenvolvimento Profissional, pesquisador Joanildo Burity.
A menor diretoria do quadro da Fundaj, a Difor vem construindo sua história desde 2002 com a Escola de Governo e Políticas Públicas. Seu corpo docente é formado por pesquisadores, mestres, doutores e especialistas da própria Casa, oriundos das áreas da Pesquisa Social e Memória, Educação, Cultura e Arte.
Atualmente a Difor é responsável pela execução dos cursos de pós-graduação stricto sensu e lato sensu a saber: Mestrado Profissional em Ciências Sociais para o Ensino Médio, ProfSocio, Mestrado em Educação, Culturas e Identidades, Políticas de Promoções da Igualdade Racial nas Escolas, Gestão de Acervos Bibliográficos, Arquivísticos e Museológicos e sua mais recente capacitação, o Dinter, Doutorado Interinstitucional em Políticas Públicas.
Outros projetos estão ainda em andamento na Difor, como o MultiH Lab, Laboratório Multiusuários de Ciências Humanas e o Convênio MEC/ UNESCO/Fundaj, além do Seminário Permamente PNE e o Direito à Educação, abordando diversas temáticas, com execução de maio a novembro deste ano.
O economista Luis Henrique Romani explicou ao ministro Renato Janine Ribeiro o grande legado da sua diretoria de Pesquisas Sociais em mais de seis décadas de pesquisas, com a produção de dados, postura crítica, avaliação de políticas públicas e formação de jovens pesquisadores. Um dado relevante: nos últimos três anos, dezenove pesquisas foram concluídas.
Dentro do novo paradigma pretendido pelo Plano de Desenvolvimento Institucional da Fundação Joaquim Nabuco, que prevê grupos multidisciplinares, crescimento na extensão geográfica e integração das pesquisas com as pós graduações oferecidas pela instituição, hoje, na Dipes, existem 11 projetos de pesquisas em andamento entre elas quatro já dentro do novo paradigma: o papel dos Institutos Federais de Educação, o Programa Mais Educação, o Fundeb no Nordeste e o desempenho escolar na rede de ensino fundamental do Recife.
A historiadora Rita de Cássia Barbosa falou pela diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte, Meca que na realidade é a fusão de duas antigas diretorias da instituição a de Cultura e a de Documentação, compreendendo o Centro de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade, Cehibra, o Museu do Homem do Nordeste, Engenho Massangana e Laborarte, Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte e o Espaço Cultural Mauro Mota, com cinemas, galerias de arte, produtora de vídeo e o Canne, Centro de Audiovisual Norte/Nordeste.
No Cehibra os números são grandiosos quando se trata dos seus acervos, com ênfase nos privados, a exemplo o de Joaquim Nabuco, Josué de Castro, Instituto do Açúcar e do Álcool e André Rebouças. Mais de um milhão de unidades documentais distribuídas em acervos bibliográficos, textuais, iconográficos, museológicos, audiovisuais e digitais.
No presente, os principais projetos em andamento na Meca/Fundaj nos setores da pesquisa, formação e difusão são o Lab Didática, Memória Social, Patrimônio e Identidade, Arte e Política e Bibliotecas Escolares do Nordeste.
Depois de ouvir os representantes das áreas de atuação da Fundação Joaquim Nabuco, o ministro Renato Janine Ribeiro foi bastante realista ao lembrar que está à frente de um ministério com estrutura enxuta e que não tem, e ele próprio não vê, desperdício nenhum, enfrentando cortes orçamentários e que sua meta é continuar trabalhando para reduzir estragos e seguir de uma forma pelo menos não tão ruim.
“Lembro a todos a situação do nosso país, de uma forma geral, portanto não vou aqui fazer promessas e nem realizar nenhum pedido de vocês de forma imediata. No momento, congratulo a todos que fazem a Fundação Joaquim Nabuco, sobretudo no esforço na formação de professores”, disse o ministro.
O ministro disse ainda que as injustiças no Brasil são flagrantes, com uma desigualdade social clamorosa e que o país precisa de conserto de quinhentos anos de história. “Sabemos que o país enfrenta todo tipo de problema, não só na Educação, mas a prioridade nacional dentro das metas do PNE é a Educação Básica, pois é nessa fase de 0 a 3 anos que se decide o destino das nossas crianças”, enfatizou Renato Janine Ribeiro.
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