CGEA Promoveu Curso de Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos
A Coordenação de Estudos Ambientais da Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), promoveu entre os dias 4 a 8 de maio de 2015, o quarto curso de Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos. Realizado no auditório do Departamento de Energia Nuclear da UFPE, o público-alvo foram os gestores/servidores públicos, docentes, pesquisadores, estudantes e cooperativas de catadores.
A conscientização a respeito do atendimento às exigências legais, aspectos técnicos e operacionais, bem como os riscos relacionados a gestão dos resíduos tecnológicos foram debatidos pela pesquisadora Lúcia Xavier. “O curso possibilita a transferência e a consolidação de conhecimentos, que atendem às determinações legais, demanda do mercado de reciclagem e ainda permite a geração de renda por meio da inserção doas catadores de materiais recicláveis”, contou.
Segundo o mapa global de lixo eletrônico (e-lixo) do E-waste World Map, lançado em 2008, pela iniciativa Step, revela que na América Latina, o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de e-lixo – o equivalente a média global de 7 kg por habitante – e só perdeu para o México, que gerou 9 kg por pessoa. A Step é uma aliança entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e empresas, governos e ONG’s de todo o mundo.
A professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do Laboratório de Sustentabilidade da USP (LASSU), idealizou o Centro de Descarte e Reuso de Computadores (Cedir), referência nacional na gestão de resíduos tecnológicos, desenvolvendo atividades de capacitação e gestão nessa área desde 2009.
Como instrutora do curso, a Profa Tereza apresentou a experiência de gestão do Cedir, destacando a capacitação de catadores na USP, em co-organização com o Instituto GEA, que tem como parceiros: a Petrobras e Caixa Econômica Federal.
Para interagir com os participantes, contou ainda com a realização de oficina prática de desmontagem e destinação dos resíduos eletroeletrônicos.
RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS
Os Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) são compostos por materiais diversos: plásticos, vidros, componentes eletrônicos, mais de vinte tipos de metais pesados e outros. Estes materiais estão frequentemente dispostos em camadas e subcomponentes afixados por solda ou cola. Alguns equipamentos ainda recebem aplicação de substâncias químicas específicas para finalidades diversas como proteção contra corrosão ou retardamento de chamas. “Umas das substâncias encontradas nos resíduos eletroeletrônicos é o mercúrio, que em contato com a pele ou inalado na forma de vapor afeta cérebro, rins e fígado”, Lúcia Xavier, pesquisadora da Fundaj.
A extração desses resíduos exige um procedimento diferenciado. Deste modo, sua separação para processamento e eventual reciclagem tem uma complexidade, um custo e um impacto muito maiores do que a coleta das latas de alumínio, garrafas de vidro e outros.
Veja a relação das substâncias químicas prejudiciais à saúde humana.
:: Por Max Felipe/ Revista Movimentto
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