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CGEA Promoveu Curso de Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos

Publicado: Quarta, 20 de Mai de 2015, 08h42 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h12 | Acessos: 1202

A Coordenação de Estudos Ambientais da Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), promoveu entre os dias 4 a 8 de maio de 2015, o quarto curso de Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos. Realizado no auditório do Departamento de Energia Nuclear da UFPE, o público-alvo foram os gestores/servidores públicos, docentes, pesquisadores, estudantes e cooperativas de catadores.

A conscientização a respeito do atendimento às exigências legais, aspectos técnicos e operacionais, bem como os riscos relacionados a gestão dos resíduos tecnológicos foram debatidos pela pesquisadora Lúcia Xavier. “O curso possibilita a transferência e a consolidação de conhecimentos, que atendem às determinações legais, demanda do mercado de reciclagem e ainda permite a geração de renda por meio da inserção doas catadores de materiais recicláveis”, contou.

Segundo o mapa global de lixo eletrônico (e-lixo) do E-waste World Map, lançado em 2008, pela iniciativa Step, revela que na América Latina, o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de e-lixo – o equivalente a média global de 7 kg por habitante – e só perdeu para o México, que gerou 9 kg por pessoa. A Step é uma aliança entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e empresas, governos e ONG’s de todo o mundo.

A professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do Laboratório de Sustentabilidade da USP (LASSU), idealizou o Centro de Descarte e Reuso de Computadores (Cedir), referência nacional na gestão de resíduos tecnológicos,  desenvolvendo atividades de capacitação e gestão nessa área desde 2009.

Como instrutora do curso, a Profa Tereza apresentou a experiência de gestão do Cedir, destacando a capacitação de catadores na USP, em co-organização com o Instituto GEA, que tem como parceiros: a Petrobras e Caixa Econômica Federal.

Para interagir com os participantes, contou ainda com a realização de oficina prática de desmontagem e destinação dos resíduos eletroeletrônicos.


RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS

Os Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) são compostos por materiais diversos: plásticos, vidros, componentes eletrônicos, mais de vinte tipos de metais pesados e outros. Estes materiais estão frequentemente dispostos em camadas e subcomponentes afixados por solda ou cola. Alguns equipamentos ainda recebem aplicação de substâncias químicas específicas para finalidades diversas como proteção contra corrosão ou retardamento de chamas. “Umas das substâncias encontradas nos resíduos eletroeletrônicos é o mercúrio, que em contato com a pele ou inalado na forma de vapor afeta cérebro, rins e fígado”, Lúcia Xavier, pesquisadora da Fundaj.

A extração desses resíduos exige um procedimento diferenciado. Deste modo, sua separação para processamento e eventual reciclagem tem uma complexidade, um custo e um impacto muito maiores do que a coleta das latas de alumínio, garrafas de vidro e outros.

Veja a relação das substâncias químicas prejudiciais à saúde humana.


E-BOOK DA FUNDAJ
O E-book "Resíduos Eletroeletrônicos na Região Metropolitana do Recife  - guia prático para um Ambiente Sustentável" está disponível para download gratuito em PDF, ao final deste texto, e serve como referência para orientar o descarte correto do lixo eletrônico, evitando que o material tóxico (mercúrio, por exemplo) entre em contato com o meio ambiente. Acesse: https://dl.dropboxusercontent.com/u/883454/ebookREEE_2014_pt-final.pdf
DESCARTE CORRETO
 
O recondicionamento de resíduos eletroeletrônicos é feito, com muito cuidado, pelo Centro Marista Recondicionamento de Computadores do Recife (CRC), no bairro de Apipucos, no Recife. O espaço exercita o ato de sonhar com uma sociedade sustentável e promotora da garantia dos direitos.
 
A sustentabilidade do CRC é garantida pela consciência de ambiental nas corporações, políticas públicas locais e internacionais de recolhimento e tratamento dos resíduos eletrônicos. Mas além de somente processar o lixo eletrônico, o centro também tem como elemento de sustentabilidade a necessidade social da população de baixa renda da sua área de atuação.
 
Há uma demanda social para inclusão sociodigital de jovens que moram próximos ao CRC, capacitando quase 1000 pessoas para desempenhar as atividades de recondicionamento e metareciclagem. Para contribuir com essa iniciativa, a população pode doar computadores ou peças de informática, que não estejam mais em uso.

 

 

 

 

:: Por Max Felipe/ Revista Movimentto
   Especial para a Ascom/Fundaj

 

Endereço 

Rua Jorge Tasso Neto, 318,

Apipucos, Recife – PE.

Fone: (81) 3441 – 1428

ATUAÇÃO DO INSTITUTO GEA EM SÃO PAULO
É uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), cuja finalidade principal é desenvolver a cidadania e a educação ambiental, assim como assessorar a população a implantar programas de coleta seletiva de lixo e reciclagem.

De uma maneira geral, o GEA visa atender uma necessidade da sociedade, auxiliando-a a implantar programas ambientais que sejam independentes da participação das esferas governamentais. O Instituto GEA quer proporcionar à população interessada em participar na solução dos problemas ambientais – especialmente no que se refere ao lixo -, os instrumentos práticos para que essa participação seja possível.

Endereço:
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