Colóquio Internacional Justiça, Democracia e Emoções Políticas em Perspectiva Transnacional
Teve início na manhã da segunda-feira (27) o “Colóquio Internacional Justiça Democracia e Emoções Políticas em Perspectiva Transnacional”. A ideia é discutir novas alternativas à cidadania política transnacional, ou seja, que extrapolem as fronteiras nacionais.
O evento é uma iniciativa da Fundaj, Universidade de Frankfurt, CCBA (Centro Cultural Brasil Alemanha) e UFPE, com apoio financeiro da Facepe e Capes. Além da organização dos professores Filipe Campello (UFPE) e Julian Culp (Universidade de Frankfurt e Toronto).
As palestras seguem até quarta-feira (29), sempre na salas Calouste Gulbenkian e do Conselho Diretor (ambas na Fundaj – Casa Forte). Cada dia do encontro tem um foco específico, mas sem ignorar suas complementaridades, são eles: Democracia Transnacional (27), Emoções e Políticas Transnacionais (28) e Justiça Transnacional (29).
Tudo levando em conta o contexto da globalização, processo onde as barreiras mundiais se encurtam por meio de articulações econômicas e socioculturais, e aperfeiçoamento da ideia de transnacionalidade.
Ao todo, a conferência reúne quarenta e três palestrantes de vinte e seis universidades, distribuídos em seis mesas temáticas e outras seis mesas plenárias. Entre as instituições de ensino, dez são internacionais, como a Universidade de Berlin, Toronto, Londres e Nova York.
Em virtude da diversidade de nacionalidades, o que se alinha a ideia de transnacionalidade sugerida pelo evento, a maioria das palestras será ministrada em inglês com tradução simultânea por meio de ponto eletrônico fornecido ao público.
ABERTURA
No primeiro dia de atividades, subiram à primeira Mesa Plenária os pesquisadores Dorothea Gädeke (Universidade de Frankfurt) e Rúrion Melo (Universidade de São Paulo – USP), com mediação de Julian Culp, um dos organizadores do evento.
Dorothea promoveu uma análise crítica da democracia dentro da teoria da justiça com o tema “Uma Concepção Crítica de Justiça Republicana”. A partir de uma concepção reflexiva do Neorrepublicanismo (corrente da Teoria Política surgida no começo dos anos 1990 e que tem como um dos principais nomes o irlandês Phillip Pettit), a professora expôs a ideia da justiça como não-dominação, proposta por Pettit, dentro de uma estrutura interacional de poder.
Já o professor Rúrion Melo ancorou sua explanação nos estudos da ideia de Esfera Pública, elaborada pelo filósofo e sociólogo alemão Jürguen Habermas, com o tema “Esfera Pública e Democracia Transnacional”.
A Esfera Pública é o espaço de mediação entre o Estado e os espaços privados. É por ela que surge a Opinião Pública. O professor aproximou o conceito aos novos dilemas do mundo contemporâneo, articulando a Esfera Pública ao contexto da transnacionalidade e às noções de justiça.
Serviço
Colóquio Internacional Justiça, Democracia e Emoções Políticas sob Perspectiva Transnacional
Endereço: Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife-PE
Inscrições gratuitas com certificado ao final das atividades: http://www.justicatransnacional.org.br/?page_id=99
Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Mais informações: http://www.justicatransnacional.org.br/
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