Revista O Cruzeiro: mais novo inventário documental da Fundaj
Mais um produto cultural e educativo de qualidade da Fundaj está disponível no portal da Instituição e, portanto, ao fácil alcance de pesquisadores, estudantes e internautas em geral. Trata-se do trabalho Revista “O Cruzeiro”: catálogo da coleção do acervo da Fundação Joaquim Nabuco, concebido e elaborado pela bibliotecária Virgínia Barbosa, da Biblioteca Central Blanche Knopf.
Auxiliada pelos estagiários Humberto Rafael de Andrade Silva (de História), Bárbara Barbosa dos Santos e Sandra Saldanha (ambas de Biblioteconomia), Virgínia Barbosa debruçou-se sobre os 119 exemplares da coleção da revista de variedades que o gênio empreendedor de Assis Chateaubriand tornou lida e conhecida em todo o Brasil. O resultado é um trabalho com 4.535 registros, abrangendo uma temática diversificada que cobre por décadas — de 1929 a 1974 — a história da sociedade brasileira.
Escritores e artistas
Mesclando seções dedicadas ao público feminino (de moda, comportamento, culinária, etc.), colunismo social, entrevistas e reportagens sobre o cotidiano do País, O Cruzeiro também se notabilizou por contar com a colaboração de escritores e artistas. Era em suas páginas, por exemplo, que Gilberto Freyre publicava a famosa coluna Pessoas, Coisas & Animais, da qual emergeria mais tarde o livro homônimo.
Ainda na área literária, pertenciam ao elenco da revista nomes como Rachel de Queiroz, que assinava uma crônica sempre na última página, e Dinah Silveira de Queiroz, cujo romance A Muralha foi publicado ao longo de vários números do periódico. Também eram assíduos colaboradores os pernambucanos José Condé e Austregésilo de Athayde.
Nos campos do humor, da charge e da caricatura, O Cruzeiro contou com nomes de primeira grandeza, a exemplo de Millor Fernandes, Ziraldo, Péricles (com a superfamosa seção O Amigo da Onça), J. Carlos, Mino, Borjalo, Rian (pseudônimo de Nair de Tefé, segunda esposa do presidente Hermes da Fonseca) e Carlos Estêvão.
Um índice muito especial
Com vistas a facilitar o trabalho de pesquisadores e consulentes em geral, Virgínia Barbosa também elaborou um índice que proporciona uma consulta mais rápida e eficaz, chamando a atenção para a diversidade e o trabalho de profissionais de vários campos. Esse índice conta com um diferencial ainda mais facilitador: listas, por categoria, de ilustradores, fotógrafos, entrevistados e chargistas; além de vários agrupamentos de seções e colunas da famosa revista.
Tecnologia e sentido histórico
Finalmente, registre-se que a documentalista brinda os pesquisadores com um caderno de imagens com fotos de capas, colunas e seções de diversos números. Uma trajetória histórica de O Cruzeiro também integra o trabalho lembrando como “a revista representou a consolidação de um país moderno em sintonia com os avanços tecnológicos para a disseminação da informação [...]. as inovações gráficas, o estilo jornalístico e o fotojornalismo garantiram-lhe a preferência dos leitores por muito tempo. Tornou-se um dos mais importantes veículos de comunicação social, referência para o jornalismo e um marco na história da imprensa brasileira".
Para acessar o trabalho de Virgínia Barbosa e seus colaboradores, basta clicar no link Inventários Documentais no menu à direita da homepage da Fundaj.
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