DISSERTAÇÃO REVELA TRAJETÓRIA DO FOTÓGRAFO ALCIR LACERDA
Baseada em pesquisas nos acervos do Centro de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade – Cehibra, da Fundação Joaquim Nabuco, na Fundação Biblioteca Nacional, na Associação Brasileira de Imprensa e em arquivos de família, a historiadora pernambucana Aryanny Silva defendeu, na área de História Contemporânea, no último dia 16 de março, na Universidade Federal Fluminense, a dissertação Prática fotográfica e experiência social: a trajetória do fotógrafo Alcir Lacerda.
Apaixonada por fotografia, a nova Mestra em História observa que seu trabalho buscou “pensar a fotografia como elemento da experiência histórica contemporânea” e estudar os espaços de sociabilidade e de atuação que inscrevem o trabalho de Lacerda num quadro histórico em que a visualidade é tomada como dimensão da vida humana.
Três grandes momentos
Após um primeiro capítulo em que investiga os espaços de sociabilidade do fotógrafo e sua inserção no mundo profissional, a dissertação se dedica à presença do trabalho de Lacerda realizado para órgãos de governo e a imprensa em geral, aí considerada, com destaque, sua intensa produção para a revista Manchete entre os anos de 1964 e 1967. É nesse capítulo que a autora analisa a produção da empresa Acê Filmes, que, fundada em 1957 por Lacerda e Clodomir Bezerra, chegou a ter 25 profissionais nas décadas de 1970 e 80, permanecendo em atividade até o início de 2012.
Abrigado no Cehibra/Fundaj, o vasto arquivo da Acê Filmes foi amplamente pesquisado pela autora, revelando a importância dessa empresa no contexto de uma fotografia pública em Pernambuco e o valor do fotojornalismo criado e produzido por Lacerda. De par com o arquivo da Acê Filmes, Silva também salienta a importância pra sua pesquisa do dossiê familiar organizado pela filha do fotógrafo, Albertina Malta.
Finalmente, num terceiro momento, Aryanny Silva se volta para o fotodocumentarismo do fotógrafo e para as suas paixões pessoais: as paisagens do Recife e da praia de Tamandaré. Um mergulho na afetividade e nas emoções que ficaram para sempre registradas pelas lentes de Alcir Lacerda. Uma história que apenas começa a ser contada.
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