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Fundaj recebe o Arquivo Maestro José Menezes

Publicado: Quarta, 01 de Abril de 2015, 17h46 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h13 | Acessos: 2057

O Centro de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco de Andrade – Cehibra, acaba de conquistar mais um valioso arquivo para o seu acervo. Trata-se do conjunto documental pertencente ao Maestro José Menezes (1923-2013), que ainda em vida expressou ao pesquisador Renato Phaelante, então à frente do acervo sonoro e fonográfico da Fundaj, o desejo de doá-lo à Instituição. Dito e feito.

O arquivo

Com cerca de 1.578  unidades documentais, o novo arquivo reúne inúmeras partituras, discos, audiovisuais, songbooks, formando um grande conjunto que vem dialogar com outras preciosidades da memória musical brasileira.

Além dos importantes documentos da área musical, que são o foco da coleção, há fotografias que registram vários momentos da trajetória de José Menezes, desde sua infância aos anos da maturidade. Conjunto enriquecido por mais de uma dezena de fotos de astros ligados ao mundo artístico nacional, em especial o das décadas de 1930, 1940 e 1950, a exemplo dos retratos do humorista Chico Anísio e da cantora Ângela Maria.

Muito frevo na pauta

A musicografia do maestro é extensa.  Segundo sua biógrafa Leony N. Muniz, no livro José Menezes, sua orquestra e sua música, até 2010, sessenta e quatro composições de sua autoria haviam sido gravadas, das quais, trinta e nove foram regravadas. No total, até aquele ano, foram cento e três gravações de músicas carnavalescas, distribuídas nos gêneros frevo de rua, frevo de bloco, frevo-canção e marcha carioca. Quem não se lembra de um frevo como este: Se eu pudesse lhe daria / O céu a terá e o mar / Mandaria pratear toda a avenida / Pra ver você passar, do frevo de bloco Ingratidão (1956), de José Menezes e Neusa Rodrigues; ou deste: Isto aqui ainda vai pegar fogo / Quando o frevo esquentar / Vou cair nesse passo de novo / Vou botar é pra quebrar, do frevo de bloco Vai pegar fogo (1982), também em parceria com Neusa Rodrigues.

José Menezes: sua trajetória

Nascido em 12 de abril de 1923, no município de Nazaré da Mata, em Pernambuco, Menezes era neto e filho de músicos integrantes das bandas civis, também chamadas charangas, em que os instrumentos de sopro dão o ritmo e o tom. Sua iniciação musical se deu com o próprio pai. Ainda menino, aos treze anos, ingressou na charanga 5 de Novembro, a chamada Banda Revoltosa, passando a tocar sax-soprano ao lado do pai, tocador de tuba.

Em 1943, aos dezenove anos, o futuro maestro migrou para o Recife, tornando-se saxofonista e clarinetista da Jazz Band Acadêmica, fundada em 1931 por Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba. Em seguida, em 1949, por influência do compositor Nelson Ferreira ingressou na orquestra da Rádio Clube de Pernambuco como clarinetista, saxofonista e arranjador. Após rápida passagem por São Paulo, retornou ao Recife onde se tornou Assistente de Direção Musical de Nelson Ferreira na Rádio Tamandaré e fundou, em 1955, o conjunto musical Menezes e seus Melodistas.

Com a chegada da televisão à capital pernambucana em 1960, o maestro José Menezes transferiu-se para a TV Rádio Clube de Pernambuco, ocupando a função de diretor do Departamento Musical. Entre 1961 e 1973, a Banda de Frevo do Maestro José Menezes animou as festas de réveillon e os bailes carnavalescos do Clube Internacional do Recife. De 1974 a 1991, José Menezes comandou com sua batuta as grandes festas anualmente promovidas pelo Clube Português do Recife.

Até seu falecimento em 2013, o Maestro José Menezes continuou ativo e criativo, sustentando bem alto o estandarte do frevo e das músicas de Carnaval.

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