Museu promove Oficina Gerenciamento de Riscos para Acervos Culturais
Entre os dias 23 e 27 de fevereiro, o Museu do Homem do Nordeste estará recebendo o especialista em conservação do patrimônio cultural, José Luiz Pedersoli Júnior, que ministrará a Oficina Gerenciamento de Riscos para Acervos Culturais. Objetivando assegurar que a implantação do gerenciamento de riscos seja bem sucedida e sustentável, participarão da oficina, além dos servidores lotados no museu, servidores do Laborarte, do Cehibra, da Biblioteca e da CGTEC.
Acervos culturais estão expostos a uma ampla gama de riscos decorrentes de perigos naturais e da ação humana, desde eventos súbitos e catastróficos como incêndios e inundações de grandes proporções até os processos de deterioração física, química e biológica, que ocorrem de forma gradual e acumulativa.
As instituições responsáveis por estes acervos são frequentemente confrontadas com a necessidade de estabelecer prioridades para o uso dos recursos disponíveis, tipicamente limitados, no momento de planejar e adotar medidas para a salvaguarda dos mesmos.
Isso implica, por exemplo, ter que optar entre o aumento da segurança contra furtos, a melhoria da manutenção predial para prevenir vazamentos e infiltrações, a instalação de controle climático nas áreas de acervo, o controle de pragas, a prevenção e resposta no caso de inundações, a instalação de equipamento para detecção e combate de incêndios, a construção de novos espaços de guarda, a aquisição de materiais de acondicionamento ou intensificação dos tratamentos de conservação e restauração do acervo.
O que fazer primeiro? Quais são as prioridades do acervo? Como otimizar o uso dos recursos disponíveis para maximizar os benefícios do acervo à sociedade ao longo do tempo?
O gerenciamento de riscos constitui ferramenta eficaz para aprimorar os processos decisórios voltados à preservação e uso dos acervos culturais. Sua utilização envolve a identificação abrangente dos diversos tipos de riscos que afligem os acervos e a análise sistemática (quantitativa) desses riscos, permitindo estabelecer prioridades de ação e alocação de recursos para mitigá-los de forma tecnicamente bem embasada e transparente.
Estratégias integradas eficazes e sustentáveis, combinando medidas preventivas e reativas, podem então ser estabelecidas para minimizar impactos negativos sobre o objetivo de transmitir os acervos culturais para as gerações futuras com a maior acessibilidade e a menor perda de valor possível.
A implantação do gerenciamento de riscos também contribui de forma significativa para harmonizar e incrementar a eficiência de iniciativas e esforços já existentes voltados à salvaguarda dos acervos, assim como para fomentar sinergias em ações futuras, proporcionando uma plataforma de trabalho bem estruturada, uma linguagem comum e uma metodologia adequada ao compartilhamento e integração dos conhecimentos e experiências específicos detidos pelos diferentes setores e profissionais da instituição.
O uso dessa ferramenta estimula ainda, a integração interdisciplinar e intersetorial com profissionais e instituições de áreas afins.

Redes Sociais