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IV Mostra de Culinária de Terreiro tem apoio de divulgação da Fundaj

Publicado: Quinta, 27 de Novembro de 2014, 09h24 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h13 | Acessos: 1850

 

Uma das mais ricas tradições gastronômicas é a do Candomblé, religião na qual os pratos possuem forte função ritualística e de celebração. Para a sociedade, uma oportunidade de conhecer mais dessa cozinha tão farta de cores e sabores se aproxima: a IV Mostra da Culinária de Terreiro de Pernambuco, que ocorre de 28 a 30 de novembro no Museu da Abolição. Destinado ao grande público, o evento reúne 13 casas pernambucanas de Candomblé. A entrada é franca.

Na mostra, que encerra o mês da Consciência Negra no Museu da Abolição, visitantes terão a chance de provar pratos tradicionais como o caruru, o vatapá, o acarajé feitos de forma ritualística para serem servidos aos orixás. O evento será aberto, no dia 28, com um xiré – ato religioso com cânticos sagrados em línguas africanas (Jejê, Ketu, Iorubá e outras).

Nos terreiros “não há ritual, nem festa, sem oferenda de comidas”, escreve o folclorista Roberto Benjamin. “As comidas são preparadas na cozinha do terreiro, que é parte do seu espaço sagrado. As cozinheiras são portadoras do conhecimento ancestral, passado de geração em geração às iniciadas nos mistérios da comunidade”.

Seis mil pessoas são esperadas nos três dias do evento, que é realizado pela Aurora 21 e pelo Centro Cultural Afro Sítio de Pai Adão com apoio do Museu da Abolição e incentivo do Funcultura.

Os terreiros participantes são os mesmos que integraram a 3ª edição da Mostra, realizada em 2012. A seleção foi feita pelo Centro de Cultura Afro – Pai Adão, que tem como líder o Babalorixá Manuel Papai, do Terreiro Obá Ogunté. Ele faz parte do tradicional Sítio do Pai Adão, que tem quase 150 anos de existência. É conhecido por praticar o culto nagô de forma ortodoxa.

Entre os pratos desta edição estão um Efó para a orixá Oxum (à base de repolho, camarão, ovos); um Amalá para Nanã (frango e camarão); um Axé Yá para Iemanjá (pato, milho de munguzá e manjericão); e um Isú Dogum para Ogum (inhame e camarão).

Outros destaques são dois espaços para interação dos visitantes com os terreiros: um para que o público aprenda como fazer a “comida de santo”; e outro para uma conversa com um Babalorixá e uma Iyalorixá sobre a cultura do Candomblé, seja sobre culinária ou não. Os dois espaços funcionarão nos dias 29 e 30 às 18h.

 

SERVIÇO:

4ª Mostra de Culinária de Terreiro de Pernambuco;

Exposição para o público: de 28 a 30 de novembro – sexta, abertura às 19h, com a realização de um xiré (ato religioso com cânticos sagrados em línguas africanas) e sábado e domingo das 16h às 21h.

No Museu da Abolição, Rua Benfica, 1150 – Madalena, Recife-PE;

Entrada franca

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