Fundaj focada na interdependência entre Educação e Cultura
Em processo de reestruturação de sua Missão Institucional, a Fundação Joaquim Nabuco concentrará toda sua força de trabalho para desenvolver ações de caráter transformador da sociedade.
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Fundaj está sendo elaborado há quase um ano, com a participação de gestores e servidores que compõem Grupos de Trabalho orientados por uma empresa de consultoria de gestão. O modelo implantado será transformado em documento propositivo e enviado ao Ministério da Educação, contemplando uma transição organizacional que deve ser concluída até 2019 – quando a Fundaj completará 70 anos.
Aos 65 anos de criação, a Fundaj avança para se adaptar às necessidades da sociedade contemporânea ao mesmo tempo em que se alinha às diretrizes do MEC, à qual está vinculada. O órgão ocupará a lacuna existente entre a escola, a universidade e a comunidade científica, servindo às três instâncias através de projetos de pesquisas e ações estruturadoras que fortaleçam a Educação de professores e gestores, e que contribua para o desenvolvimento social. Nesse contexto a instituição contemplará tanto os processos educativos formais quanto os não-formais, entendendo que o acesso ao patrimônio cultural e cognitivo é essencial para o desenvolvimento justo e sustentável da sociedade brasileira.
O trabalho de assessoramento e apoio técnico da empresa de Luminova Consultoria identificou as atividades prioritárias para o Plano de Desenvolvimento Institucional e tem o propósito de promover o fortalecimento institucional da Fundação Joaquim Nabuco e ampliar sua capacidade de geração de resultados, a médio e longo prazos.
Há quatro anos à frente da presidência da Fundaj, o Prof. Dr. Fernando José Freire é um gestor de carreira que trouxe sua experiência como pró-reitor de Pós-Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco com a missão de atualizar os processos de gestão empresarial na Fundaj. “Quando cheguei aqui fui recebido por algumas pessoas como o gestor que esquartejaria a Fundaj. Vinha dar-lhe a palavra final. Muito pelo contrário, missionariamente, convidei a Fundaj a mergulhar num Plano de Ação, que me mostrou como vocês são diversos, plurais, competentes e grandes”, informou Freire, em carta aberta aos servidores datada de Julho de 2014 e veiculada na intranet (rede interna acessível a todos os servidores), quando o Plano de Desenvolvimento Institucional já estava em fase de finalização.
“As ações serão focadas em 26 projetos estruturantes que permitirão que a Fundaj se insira no que há de mais moderno, eficiente e eficaz na gestão pública. Concomitantemente vamos definir nossos Programas Finalísticos com seus Projetos Institucionais, ajudando o Nordeste e o País, prestando nossa colaboração à Educação e à Cultura brasileiras. Vamos deixar o EU e sermos NÓS. Vamos fazer isso utilizando nossas expertises sociais, antropológicas, históricas, econômicas, tecnológicas e inovadoras. Vamos cuidar disso com carinho, porque essas expertises foram construídas ao longo de décadas. Não vamos descuidar das nossas origens, do que foi construído”, disse o presidente, na carta aberta aos servidores.
O projeto de reestruturação de processos de gestão foi denominado “FUNDAJ 70”, uma referência ao aniversário de sete décadas da instituição – a ser completado em 2019 - e tem por objetivo promover avanços a partir das competências já existentes e dos esforços de desenvolvimento institucional empreendidos.
As oficinas preparatórias para a criação do documento propositivo que será enviado ao MEC até o final deste mês tiveram por objetivo construir uma base comum sobre a situação atual da Fundação Joaquim Nabuco e o futuro desejado para a instituição. Foram realizadas 9 oficinas com o Grupo de Gestão escolhido entre os servidores, com representantes de todas as instâncias, para repensar a arquitetura de processos e de modelo organizacional, considerando o futuro traçado para a organização.
“Espero muito em breve anunciar um promissor concurso para que a Fundaj possa incrementar sua capacidade de se inserir como protagonista e capitaneadora de ações numa região tão carente de políticas públicas de caráter inclusivo. Quero, portanto, tranquilizar a todas e a todos e dizer-lhes que estamos nos fortalecendo para contribuir efetivamente com o Ministério da Educação e com a Sociedade Brasileira, como servidores públicos que somos. Partimos agora para a fase de implementar o nosso Projeto Fundaj 70 anos”, completou o Prof. Fernando José Freire.
MUDANÇA NÃO EXCLUI COMPETÊNCIAS - A pesquisadora Profª Drª Patrícia Bandeira de Melo participou ativamente das oficinas do Plano de Desenvolvimento Institucional e comentou que a mudança na Missão Institucional era necessária para a Fundaj se adaptar à sociedade contemporânea. "Esse projeto mostra que não estamos pensando Educação como ensino escolar, e sim de forma tangencial. Para isso teríamos que identificar as atividades que estavam dando certo por excelência de gestão. Trabalhar Educação e Cultura não significa entrar em choque com as demais atividades e competências da casa. Todas as questões temáticas da Fundaj podem ser adaptadas para a nova Missão Institucional", explicou a pesquisadora.
Na prática, cada atividade desenvolvida pela Fundaj a partir de agora terá a obrigação de promover resultados transformadores para a sociedade. O PDI sugere que cada ação seja planejada para integrar vários departamentos em projetos institucionais e não mais individuais. Assim, uma pesquisa na área de Meio Ambiente, por exemplo, pelo novo modelo de atuação da Fundaj, fará parte de um processo educacional que contempla também cultura (ambiental) sem, no entanto, interferir com a autonomia do pesquisador. Com a integração da instituição, projetos dessa natureza podem ser desenvolvidos com a colaboração da Massangana Multimídia e resultarem em documentários em vídeo.
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