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Fundaj e CCBA promoveram palestra de Klaus Ulrich Werner, bibliotecário da Universidade Livre de Berlim

Publicado: Quinta, 11 de Julho de 2013, 11h56 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h15 | Acessos: 2014

No dia 17 de julho foi realizada, na sala Calouste Gulbenkian, da Fundaj/Casa Forte (avenida 17 de agosto, 2187), palestra com Klaus Ulrich Werner, bibliotecário da Universidade Livre de Berlin, procedida de debate com os arquitetos Antônio Montenegro, da Fundaj, e Roberta Alcoforado, diretora da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, e com coordenação da mesa feita pelo diretor do Centro Cultural Brasil Alemanha (CCBA), Christoph Ostendorf.

Klaus Ulrich Werner falou sobre o acolhimento que uma biblioteca pode dar ao usuário a partir da forma do espaço, da arquitetura do prédio que a abriga. Segundo Klaus, o formato circular do espaço da biblioteca é mais adequado para quem a freqüenta, pois oferece as pessoas a sensação de segurança e as motiva para que leiam. Na sua opinião, salas retangulares e/ou quadradas, com cadeiras uma na frente das outras e direcionadas para a parede, como as de sala de aula, desmotivam qualquer estudante e/ou pesquisador. E completou: “Uma biblioteca deve ter luz, muita luz natural que possa oferecer conforto visual ao leitor e para que ele sinta o meio ambiente, e dessa forma foi pensada a nossa biblioteca de Berlin. O seu teto metálico, com vidros que deixam transparecer a luz natural e que desse modo permitem ao usuário/leitor entrever se o tempo lá fora chove ou faz sol, se é dia ou noite. O espaço, a luz e o meio ambiente devem ser observados para atrair o público das bibliotecas, principalmente na Era digital.

Porém, para Klaus, modernidade e chiqueza não são condições sine qua non para que uma biblioteca seja eficiente e ofereça bons serviços ao público e, especialmente, não são modelos sustentáveis, porque, "em nosso caso, por exemplo, na Biblioteca de Berlin, equipada a cada dez anos com o que há de mais novo em equipamentos da informática, como os computadores, notebooks e os programas utilizados, a renovação pelo que há de mais moderno acaba onerando as finanças da nossa instituição. O moderno, o chic demais geralmente acompanha a moda, as tendências, e isso não é sustentável, isso cria custos", finalizou o bibliotecário alemão.

A atividade da palestra de Klaus Ulrich foi uma parceria da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (MECA), da Fundaj, do Centro de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade (Cehibra), da Fundaj, da Biblioteca Blanch Knoph, da Fundaj, e do Centro Cultural Brasil Alemanha (CCBA). 

Klaus Ulrich Werner é bibliotecário da área universitária pelas Universidades de Freiburg e Colônia. Desde 1991 atua em diversas bibliotecas da Universidade Livre de Berlim. Coordenou a concepção de um novo projeto de integração de 24 bibliotecas de institutos em um novo edifício da Universidade Livre de 2007 a 2010. É membro da Comissão Especializada do Instituto Alemão de Normas para a Construção de Bibliotecas e Arquivos desde 2006. Foi presidente da Associação de Bibliotecas Alemãs em Berlim de 2007 a 2010. Atualmente faz parte da diretoria da Associação de Bibliotecas Alemãs. É autor e editor de incontáveis livros e artigos sobre construção e gerenciamento de bibliotecas. É consultor em arquitetura para bibliotecas. 

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