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Seminário Felicidade humana, bem-estar de todas as formas de vida e uso prudente da natureza: o novo paradigma de desenvolvimento do Butão

Publicado: Quinta, 27 de Junho de 2013, 11h28 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h15 | Acessos: 2191

A Fundação Joaquim Nabuco, através de sua Diretoria de Pesquisas Sociais, promoveu, no dia 18 de julho de 2013, das 18h às 21h30h, o Seminário "Felicidade Humana, Bem-estar de todas as formas de vida e uso prudente da natureza: o novo paradigma de desenvolvimento do Butão", na sala Calouste Gulbenkian, da Fundaj/Casa Forte . O encontro teve como palestrantes o Lama Padma Samten, mestre budista, dirigente do Centro de Estudos Budistas Bodisatva e do Instituto Caminho do Meio, no Rio Grande do Sul, que é físico pela UFRGS, onde lecionou por 25 anos; Heloísa Alves Oliveira, que é documentarista, fotógrafa, artista multimídia e educadora, e Clóvis Cavalcanti, que é coordenador-geral da Coordenadoria Geral de Estudos Ambientais e da Amazônia (CGEA), da Fundaj, economista ecológico, membro do Grupo de Trabalho de Peritos Internacionais que está contribuindo para tornar conhecido o paradigma do Butão.

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Na abertura do evento, o presidente da Fundaj, Fernando Freire, anunciou que a Fundação está estudando a proposta da implantação de uma pós-graduação em Economia Ecológica. Após a fala de Freire, os palestrantes, situaram aos presentes na platéia da sala Calouste Gulbenkian, da Fundaj, o Butão, que é um país localizado entre a Índia e a China, na Cordilheira do Himalaia, próximo ao Tibet e ao Nepal, que tem apenas 750 mil habitantes e somente 40 mil hectares (menor que o Estado do Rio de Janeiro), sendo a língua oficial o inglês. Pois bem, este país, o Butão, "é referência mundial na produção de bens e serviços com base na Felecidade Interna Bruta (FIB), adicionando-à numa "Pegada Ecológica" ", na expressão cunhada pelo Lama Padma Samten, Heloísa Alves Oliveira e Clóvis Cavalcanti. Clóvis explicou que “A Pegada Ecológica é uma das mais importantes e influentes medição e comunicação deste século”, segundo afirma o primeiro ministro butanês, Jigmi Thinley.

“A Felicidade Nacional Bruta é mais importante que o Produto Interno Bruto”, afirmou Jigme Singye Wangchuck, quarto rei do Butão, em abril de 1986", disse Clóvis. "A partir disso nasce o conceito de CNB, hoje FIB para se contrapor ao Produto Interno Bruto (PIB)", complementou o pesquisador da Fundaj. Para Clóvis "Considerar que o PIB vem depois da felicidade é algo bastante inédito revolucionário e único no mundo: um novo paradigma". E afirmou:“O Butão é o país mais singular com proposta revolucionária e inédita. As pessoas têm  capacidade admirável humilde, simplicidade, tolerância e compaixão”.


Justificativa do evento

O pesquisador Clóvis Cavalcanti é membro do Grupo de Trabalho do Novo Paradigma de Desenvolvimento do Butão. Esse país elaborou uma proposta que causa admiração no mundo e data de 1972. Ela foi encampada pela ONU em 2012, a qual pediu ao governo do país que apresente até junho de 2014 um relatório informando como o novo paradigma pode ser adotado em escala mundial. Para isso, o Butão procurou apoio em pesquisadores de diversos países que têm trabalhado com questões como a do desenvolvimento sustentável e economia ecológica, temas de pesquisas realizadas na Fundaj com participação destacada do pesquisador. São, na verdade, mais de 20 anos de trabalhos desenvolvidos na Fundação tendo como foco Economia Ecológica e Sustentabilidade Ambiental, experiência que levou o pesquisador a participar, em nome da Fundação, em 2002-2005, na elaboração da Estratégia de Desenvolvimento de Angola. Para a instituição, é relevante oferecer sua contribuição no esforço de discussão dos rumos do desenvolvimento brasileiro. Tal empenho justifica-se porque a proposta do Butão tem como meta última o que lá se chama de Felicidade Interna Bruta (FIB). Não o PIB. Foi isso o que afirmou o Quarto Rei do país, ao proclamar que uma economia baseada na FIB significa a criação de uma sociedade iluminada, na qual a felicidade e o bem-estar de todas as pessoas e de todos os seres sencientes é o propósito último da governança. E, para se conseguir isso, o modelo concebe um uso ecologicamente prudente e sustentável dos recursos da natureza. Sem esquecer a forte dimensão da espiritualidade, com base no budismo, do paradigma concebido pelo Butão. É aqui que se justifica plenamente um debate, no âmbito, da Fundaj, de um novo paradigma do desenvolvimento, tema da maior relevância na conjuntura brasileira atual.

Objetivos

  1. Tomar conhecimento da proposta da Felicidade Interna Bruta (FIB) como indicador de desenvolvimento no lugar do PIB (Produto Interno Bruto).
  2. Discutir a proposta de promoção do desenvolvimento visando a FIB e o bem-estar de todos os seres sencientes com uso prudente e ecologicamente prudente dos recursos da natureza
  3. Examinar a importância da dimensão da espiritualidade na busca da prosperidade.
  4. Cruzar experiências de pessoas relacionadas com a proposta do Butão.

Palestrantes

Lama Padma Samten (mestre budista, dirigente do Centro de Estudos Budistas Bodisatva e do Instituto Caminho do Meio, no Rio Grande do Sul. Físico pela UFRGS, onde lecionou por 25 anos), Heloísa Alves Oliveira (documentarista, fotógrafa, artista multimídia e educadora), Clóvis Cavalcanti (coordenador-geral da CGEA, economista ecológico, membro do Grupo de Trabalho de Peritos Internacionais que está contribuindo para tornar conhecido o paradigma do Butão)

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