Hidrelétrica de Retiro Baixo volta a funcionar
Pesquisadores da Fundaj estão no local. A gerente da usina repassou a informação e confirmou que não há sinal de contaminação na água
A usina hidrelétrica de Retiro Baixo, localizada no curso do Rio Paraopeba, município Felixlândia, nas proximidades de Brumadinho, em Minas Gerais, foi religada hoje à tarde (19/02). A informação foi repassada pelos pesquisadores da Fundação Joaquim Nabuco, Neison Freire, pós-doutorado em risco de desastres naturais, e Beatriz Mesquita, especialista em pesca artesanal, que estão no local.
Os pesquisadores conversaram pela gerente da Usina, Lana Beatriz. “Ela nos informou que o funcionamento foi normalizado, pois a água não apresenta, até o momento, nenhum indício visível de contaminação”, explicou Neison Freire. De acordo com o pesquisador, foi possível registrar a presença de peixes e a captação de água está normalizada. "Não constatamos nenhum problema aparente", afirmou.
Pesquisa
Neison Freire e Beatriz Mesquita seguiram na segunda-feira (18) para uma expedição de campo no município de Três Marias, em Minas Gerais, onde os rios Paraopeba e São Francisco se encontram. Lá, vão analisar a turbidez das águas dos rios atingidos pelo derramamento de rejeitos da mina Córrego do Feijão. Com os resultados poderão validar as imagens de satélite que têm em laboratório e comprovar os estudos que estão conduzindo.
Além do alto teor de argila presente na lama, a maior preocupação dos pesquisadores é a possível presença de materiais pesados nas águas, principalmente em período chuvoso. “Não é apenas uma onda de contaminação que veio e foi embora. É um processo contínuo de chuva, erosão e carreamento desse material”, ressaltou Freire.
Também faz parte da agenda de pesquisa entrevistar pescadores, moradores da região e gestores na área de infraestrutura e meio ambiente dos municípios vizinhos. A pesquisa completa será elaborada em um dossiê preliminar denominado “Monitoramento Geoespacial da Contaminação do Rio São Francisco Pós-Brumadinho: Possíveis Impactos na Economia, Meio AMbiente, Saúde Pública e Pesca Artesanal.”
Os pesquisadores retornam à Fundação Joaquim Nabuco na sexta-feira (15). A partir daí, a instituição lançará a terceira nota técnica através do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social.
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