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Cinema do Museu lança PARTO SIM! no Dia Internacional da Mulher

Publicado: Quinta, 28 de Fevereiro de 2019, 17h22 | Última atualização em Quinta, 07 de Março de 2019, 11h00 | Acessos: 899

Documentário de Katia Mesel será lançado às 20h do dia 8 de março com sessão acessível

Adoção, gravidez precoce, aborto e falta de oportunidades. Essas são algumas das temáticas de gênero do curta-metragem PARTO SIM!, da cineasta Katia Mesel, que será lançado no dia 8 de março no Cinema do Museu, da Fundação Joaquim Nabuco. O curta ganhou espaço na programação do Dia Internacional da Mulher para noticiar a delicada situação das gestantes nativas de Fernando de Noronha, que não podem conceber nem registrar seus filhos na ilha.

Segundo a Katia, todos os assuntos do filme são de pertencimento da mulher. “Não é apenas uma celebração, é um drama. Agora a data passou a ser comemorada, mas também é um nicho para a gente levantar pautas e discutir algo que está acontecendo com nossas irmãs.” A exibição da obra no Dia Internacional da Mulher coincide com outras datas importantes para a cineasta: seu aniversário de 71 anos e seus 50 anos de cinema. “Nunca é demais tirar o 8 de março para falar dos nossos assuntos de mulher.”

O filme

Os quinze minutos da história misturam gêneros de documentário e ficção para dar vida a Lia (Laís Vieira), nativa de Noronha que entra nos últimos momentos da gravidez e precisa deixar a ilha para ter seu bebê no continente, pois não há estrutura para uma concepção no hospital local. “Embora seja fictício, o filme é baseado em fatos verídicos e muitos diálogos são exatos aos que ouvi quando estive na ilha.”

A motivação para abordar o tema veio das vezes em que diretora visitou Fernando de Noronha em 2005, durante as filmagens do seu filme “O Rochedo e a Estrela.” Mais tarde, entre 2010 e 2012, retornou algumas vezes a ilha com o tempo mais livre e se aprofundou nas histórias. Sentiu, escutou e presenciou a realidade dos nativos, onde a grande reclamação era da falta de possibilidade de dar à luz nos hospitais locais e do custo da deslocação para o continente. “A surpresa foi a história de não poder nascer na ilha. Revoltantemente, ainda era complicado trazer a criança de volta, então a história ficou na minha cabeça.”

Além da temática central da gravidez, o curta toca em assuntos como a separação do ser humano da natureza, o alto custo de vida para quem mora na ilha, licença maternidade, mergulho e empatia. “Espero que o público possa refletir e sugerir formas de amparar essas mulheres. Unidas, podemos saber o que fazer.”

Outros trabalhos

Em 1985, Katia Mesel roteirizou, produziu e dirigiu o filme “Oh de Casa!” nomeado em referência ao livro de mesmo nome de Gilberto Freyre e filmado em 35mm. A obra guarda preciosidades do sociólogo, como algumas das únicas imagens em película ele ainda vivo. Também pioneira em âmbito regional e nacional, ela é considerada a primeira mulher cineasta de Pernambuco e a primeira a participar de um Festival de Cinema Nacional. Além disso, fundou, em 1981, a primeira produtora de audiovisual focada em produção cinematográfica e cultural do estado e uma das primeiras do Nordeste, a Arrecife Produções, que mantém até hoje.

 

Serviço:

PARTO SIM!

Local: Cinema do Museu

Data: 8 de março

Horário: 20h

Sessão acessível com intérprete de libras, audiodescrição e legendas.

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