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Olhar afetivo de Gilberto Freyre sobre o Recife e Olinda é tema do primeiro Seminário de Tropicologia de 2019

Publicado: Quarta, 20 de Março de 2019, 16h10 | Última atualização em Sexta, 22 de Março de 2019, 12h39 | Acessos: 855

A 415º edição do tradicional Seminário de Tropicologia será a primeira do ano de 2019. Com o tema “O olhar afetivo de Gilberto Freyre sobre o Recife e Olinda”, o evento fará homenagem ao aniversário das cidades-irmãs Recife e Olinda, e ao livro “Olinda - Guia Prático Histórico e Sentimental de Cidade Brasileira”, que acabou de completar 80 anos. O evento será no dia 26 de março, às 10h na Sala Gilberto Freyre, na Fundaj/Casa Forte.

A antropóloga Fátima Quintas, que trabalhou durante 37 anos na Fundaj e coordena o Seminário de Tropicologia, desta vez, dará a palestra. Aos participantes, propõe: “Este seminário é um convite para passear novamente por Recife e Olinda e dar luz a alguns aspectos da cidade que ficam invisíveis no cotidiano.”

Levando em consideração as datas em que esses guias sobre Recife e Olinda foram escritos, 1934 e 1939 respectivamente, Fátima destaca a originalidade do autor. Ela explica que Gilberto não cria um modelo prático e objetivo, como os guias de hoje em dia, mas contam a história do Recife e Olinda com narrativas em dimensão poética e de maneira pioneira, sendo o guia de Recife o primeiro escrito no país.

“O próprio título mostra como Gilberto aborda, é original e sobretudo emotivo. Ele vai olhar Recife e Olinda através de sentimentos, com sua linguagem literária e poética.” Fátima também evidencia as temáticas que ele aponta, sobre monumentos e patrimônios das cidades, bem como o cotidiano, a rotina e a forma do pernambucano viver nelas.

O presidente da Fundaj, Alfredo Bertini, identifica a oportunidade da homenagem através do seminário: “Retomamos essa atividade com a própria obra de Gilberto em cima desse boa coincidência sobre o aniversário dele, os aniversários de Recife, e Olinda, em março, e o fato dele ter escrito sobre seu sentimento e sua paixão na narrativa sobre as duas cidades.”

O Seminário de Tropicologia faz parte da tradição da Fundação Joaquim Nabuco. Foi fundado em 1966 na Universidade Federal de Pernambuco por iniciativa do mestre Gilberto Freyre e depois chegou à instituição fundada por ele. O seminário inspirou o debate em torno das questões que ele chamou de tropicologia. No entanto, os estudos são abrangentes e dizem respeito aos problemas sociais, econômicos, culturais das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

 

Os seminários de tropicologia em 2019

A tropicologia foi sempre tratada como uma prioridade nas gestões das Fundação Joaquim Nabuco, enquanto Gilberto esteve vivo para prestigiá-la. Nesse ano, a Fundaj retomará essa programação por duas direções. Segundo o presidente Alfredo Bertini, uma será em função das comemorações dos 70 anos da casa e será com foco nas discussões em torno dos nomes dos patronos da casa  que comemoram datas redondas, Joaquim Nabuco 170 anos e Gilberto Freyre 120.

A Fundaj vai direcionar a primeira etapa desse seminário para discutir as obras de Joaquim Nabuco e de Gilberto Freyre. Já a outra direção dos seminários está sendo proposta e consiste em um fórum permanente de desenvolvimento do Nordeste. Bertini explica que será direcionado às prioridades institucionais que passam pelo desenvolvimento regional na qual temáticas como água e recursos hídricos, educação e qualidade da gestão municipal serão abordadas.

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