Pesquisa "Unidades de Conservação como Lugares Educadores" lança terceira oficina
Com tema “Revelando a Qualidade Ambiental Através das Imagens,” ação levanta consciência e conhecimento por meio de fotos
Ocorreu hoje no município de Caaporã, na Região Metropolitana de João Pessoa, Paraíba, a terceira oficina da pesquisa "Unidades de Conservação como Lugares Educadores." A pesquisa vem sendo realizada desde 2017 pela Coordenação Geral do Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) da Fundaj para avaliar Unidades de Conservação no âmbito de políticas públicas voltadas para educação e sustentabilidade. São elas o Monumento Natural do São Francisco, o Parque Nacional do Catimbau, a Resex Acaú-Goiana, a APA-Costa dos Corais e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão.
“A gente precisa entender esses lugares como locais de aprendizado, seja estando lá, ou a partir do que ele nos é colocado pela visão ou pela fala. São lugares que nos dão possibilidade de aprender, desde que a gente vire o olhar para isso.” explica a pesquisadora do Cedist, e coordenadora da pesquisa, Solange Fernandes Soares Coutinho. Segundo ela, a oficina do dia, intitulada “Revelando a Qualidade Ambiental Através das Imagens”, foi pensada com o objetivo de despertar um olhar diferente sobre as imagens daquele local.
O público que participa da atividade é distinto, mas integrado pela causa em comum. São pescadores, professores e gestores de diversas cidades que buscam informações para disseminar em seu município. Lígia Sabino atua como professora em Pitimbu, Região Metropolitana de João Pessoa, e participou das duas últimas formações da pesquisa. ”Elas contribuíram para a gente conhecer a Resex que está em nosso município. Por meio dessas formações, tivemos contato com ela e desenvolvemos um trabalho nas escolas. Foi um elo de reconhecimento.” Desde então, ela afirma que seus alunos já desenvolveram uma noção de pertencimento e se reconhecem como pessoas que podem cuidar dessas áreas.
A professora Júlia Názaro atua como coordenadora de educação ambiental em Caaporã. Ela reitera a importância de uma ação do tipo para o município para trazer novas ferramentas tanto para os docentes quanto para os pescadores. “A reserva é de grande relevância para o município por conta de sua produção de caranguejo, uma das mais atuantes, atendendo a uma grande demanda e subsidiando os proventos das famílias que vivem da pesca.” Para ela, é necessário reconhecer o potencial dessa unidade e de conservá-la, para que possa ser duradoura.
O público pôde participar também de uma outra atividade transversal, denominada Mapeamento Participativo, onde realizaram um mapeamento das Unidades de Conservação e fizeram suas observações sobre a área em um mapa base construído por intermédio de uma consultoria da UNESCO. O secretário de Turismo Meio e Ambiente de Pitimbu, Francisco Pinheiro, também participou de outros eventos da pesquisa e elogiou a dinâmica da atividade do dia. “É uma ação que movimenta e prende a atenção. Já está tendo um impacto para os educadores, que estão levando para as escolas para mostrar como cuidar do meio ambiente.”
A oficina “Revelando a Qualidade Ambiental Através das Imagens,” reveza entre os municípios de Caaporã e Goiana até o dia 5 de abril. Do dia 7 ao dia 10 deste mês, a pesquisa realiza a atividade Mobilização Presencial no Parque Nacional do Catimbau, nos municípios de Ibimirim e Buíque.
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