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MEDIADORES PARTICIPARAM DE FORMAÇÃO CONTINUADA NO MUHNE

Publicado: Sexta, 26 de Agosto de 2016, 12h56 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 20h34 | Acessos: 4110

Grace Kelly conduz as discussões junto aos mediadores. (Foto: Marcela Lins)  Por Marcela Lins

Como a educação pode acontecer no museu? Como partilhar lugares de fala? Onde a educação acontece? Como ativar transformações? Como promover outras narrativas a partir de um acervo?

Entre 22 e 25 de agosto, algumas destas questões foram elencadas na atividade formativa Mediação Cultural e práticas artísticas contemporâneas, aos educadores da Coordenação de Programas Educativo-Culturais do Museu do Homem do Nordeste.

Inspirada por procedimentos de práticas artísticas contemporâneas como manuais, cartografias, performances, happenings e derivas, os encontros tinham por objetivo integrar o corpo de educadores dos equipamentos culturais do Muhne e instigá-los a pensar como poéticas artísticas podem inspirar práticas educativas. A formação foi ministrada por Gleyce Kelly Heitor, coordenadora pedagógica da Escola do Olhar, programa de educação do Museu de Arte do Rio (MAR).

“O objetivo é que a gente se integre e encontre formas de pensar e trabalhar juntos, mobilizando a busca pelas nossas intersecções, e as intersecções entre práticas artísticas e educativas como um modo não só de fazer arte ou de fazer educação, mas um modo de fazer museus na contemporaneidade”, apontou Kelly em um primeiro momento.

Durante os três dias, os participantes debateram alguns conceitos relativos ao pensar o museu e ao pensar a educação enquanto espaços de criar outras leituras, outras interpretações e outras formas de ser.  “É importante pensarmos o espaço da conversa como um dispositivo de deslocamento”, acrescentou ainda Gleyce Kelly. Ao longo dos encontros, os educadores também puderam dialogar sobre trabalhos de artistas como Jorge Menna Barreto, Walmor Corrêa he os coletivos E/Ou e Poro.

“A formação é uma oportunidade importante porque juntamos todas as unidades do complexo do Muhne [Museu do Homem do Nordeste, Engenho Massangana e galerias] e aqui conversando juntos sobre práticas mediativas”, concluiu Alysson Henrique, educador do Museu.

“É super importante essa formação continuada porque estamos nos renovando sempre. Esse é o terceiro curso de formação que eu faço aqui pela Fundação. E, a cada curso, a gente olha pra novos lugares. Quando eu entrei, eu pensava que mediar era fazer a ponte entre o museu e as pessoas. E a palavra mediar tem disso. De ficar no meio entre um e outro. Só que, na verdade, é muito mais. Mediar, pra mim, é você conhecer pessoas, é conversar com elas sobre áreas de interesse comuns [...]  Aquela relação de uma hora tem que tocar tanto o mediador quanto o visitante. E se você consegue fazer com que esses temas acabem envolvendo, dialogando desde a  expografia, até os temas que vem sendo tratados no museu, e eu acredito que você consegue fazer uma boa mediação”, concluiu Mayana Rodopiano.

A oficina faz parte de uma política de formação continuada do Museu do Homem do Nordeste, em mediação, à sua equipe educativa. 

MEDIADORES PARTICIPARAM DE FORMAÇÃO CONTINUADA NO MUHNE

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