Brasil irá desenvolver projetos fotovoltaicos no rio São Francisco
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Por Yuri Anderson
07/08/2019
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, assinou um diploma que permite o desenvolvimento de projetos fotovoltaicos (PV) ao longo do rio São Francisco. O Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), que deve fornecer água para 12 milhões de pessoas em estados atingidos pela seca, está agora sob o Programa de Parcerias de Investimento (PPI) como um projeto prioritário.
O presidente também autorizou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a lançarem leilões de energia renovável para atrair o interesse do setor privado na área de transposição fluvial.
De acordo com estimativas recentes, toda essa iniciativa pode resultar em investimentos de cerca de 15 bilhões de dólares (3,76 bilhões de euros / 3,36 bilhões de euros), afirmou o governo.
O governo pretende aumentar o potencial energético na área coberta pelo PISF, estimado em 3,5 GW, e reduzir os custos relacionados ao bombeamento de água que atualmente chega a R $ 300 milhões anuais.
O RIO SÃO FRANCISCO
O rio São Francisco, popularmente conhecido por Velho Chico, é um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e da América do Sul. O rio passa por cinco estados e 521 municípios, sendo sua nascente geográfica no município de Medeiros e sua nascente histórica na serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, centro-oeste de Minas Gerais. Seu percurso atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas e, por fim, deságua no oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 quilômetros quadrados. Seu comprimento medido a partir da nascente histórica é de 2 814 quilômetros, mas chega a 2 863 quilômetros quando medido ao longo do trecho geográfico.
O rio São Francisco atravessa regiões com condições naturais das mais diversas e tem seis usinas hidrelétricas. Apresenta dois estirões navegáveis: o médio, com cerca de 1 371 quilômetros de extensão, entre Pirapora (em Minas Gerais) e Juazeiro (na Bahia) / Petrolina (em Pernambuco) e o baixo, com 208 quilômetros, entre Piranhas (em Alagoas) e a foz, no Oceano Atlântico. Os aluviões recentes, os arenitos e calcários, que dominam boa parte da bacia de drenagem, funcionam como verdadeiras esponjas para reterem e liberarem as águas nos meses de estiagem, a tal ponto que, em Pirapora (em Minas Gerais), Januária(em Minas Gerais) e até mesmo em Carinhanha (na Bahia), o mínimo se dá em setembro, dois meses após o mínimo pluvial de julho.
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