Calçadas que geram energia através dos passos
Blog do Professor Fred
11/03/2019

No dia 29 de julho de 2017 publicamos a matérias Primeira calçada “smart street” do mundo transforma os passos dos pedestres em energia (https://blogdoprofessorfred.wordpress.com/2017/07/29/primeira-calcada-smart-street-do-mundo-transforma-os-passos-dos-pedestres-em-energia/) e no dia 27 de março, também, de 2017, a matéria França inaugura sua primeira rodovia solar que gera energia para uma cidade (https://blogdoprofessorfred.wordpress.com/2017/03/27/franca-inaugura-sua-primeira-rodovia-solar-que-gera-energia-para-uma-cidade/). Na verdade, necessitamos de ideias e propostas de geração de energias não convencionais, seja o estímulo de geração eólica e solar de baixo custo e fácil acesso, saindo do modelo das hidroelétricas e muito menos das termo-elétricas.
Na matéria de hoje, vamos ressaltar a geração de energia nas ruas, enquanto andamos.
Sol e vento vêm à nossa cabeça rapidamente quando pensamos em energias provindas de fontes renováveis. Descentralizar a produção de energia elétrica de grandes usinas é algo que tem movido engenheiros e inventores por todo o mundo. Mas pensar em transformar a energia mecânica do caminhar das pessoas em energia elétrica é algo que sai um pouco do senso comum. A tecnologia foi desenvolvida pelo fundador da Pavegen, Laurence Kemball-Cook, através de uma plataforma que se mescla ao passeio, desenvolvendo um produto que converte os passos em energia elétrica, mas que também pode gerar dados e até recompensas. Mas antes de sair por aí se sentindo o Michael Jackson em Billie Jean, entenda melhor como esse sistema funciona.
A energia é gerada quando uma pisada comprime a placa de 5 a 10 mm. O desenho triangular maximiza a saída de energia e a captura de dados; enquanto sua alta durabilidade e facilidade de implantação permitem que se integre perfeitamente em qualquer local, como uma solução de energia descentralizada eficaz. Através de indução eletromagnética por bobinas de cobre e ímãs, cada passo produz de 2 a 4 joules, que gera uma média de 5 watts, o que é suficiente para operar uma lâmpada de LED por 30 segundos. Essa energia é armazenada em baterias que podem alimentar luzes ou outros aparatos, como caixas de sons. Além da geração de energia, as placas com Bluetooth podem se conectar a aplicativos de smartphones e o sistema também pode se comunicar com sistemas de gerenciamento de edifícios.
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