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Chesf aumenta vazão do Rio São Francisco em Xingó para 800 m³/s

Publicado: Segunda, 22 de Abril de 2019, 11h14 | Última atualização em Segunda, 22 de Abril de 2019, 11h14 | Acessos: 305

https://minutoarapiraca.cadaminuto.com.br/noticia/20496/2019/04/09/chesf-aumenta-vazao-do-rio-sao-francisco-em-xingo-para-800-m-s

 

Por Assessoria 

 

09/04/2019

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A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) aumenta, a partir desta terça-feira (9), a vazão de água do reservatório de Xingó, que compreende trechos do Rio São Francisco nos estados de Alagoas e Sergipe. A média semanal vai passar de 750m³/s para 800m³/s.

A medida, acertada durante reunião da Sala de Crise do Rio São Francisco, acontece por conta da melhora nas condições hídricas do rio, que voltou a apresentar armazenamento considerável para geração de energia.

Em crise nos últimos anos, a Bacia do Rio São Francisco, que já apresentou vazão de água acima de 1300m³/s, chegou a contabilizar, em 2017, uma redução crítica com vazão de até 550m³/s, comprometendo a geração de energia, a navegação e as condições ambientais na região do Baixo São Francisco.

Além disso, a decisão de ampliar o volume de água no trecho dos estados de Alagoas e Sergipe acontece em um período onde a capacidade de geração de energia eólica é reduzida no Nordeste.

Em contrapartida, o Reservatório Equivalente da Bacia do Rio São Francisco – formado pelos reservatórios de Três Marias (MG), Sobradinho (BA) e Itaparica (BA/PE) – chegou este ano a 52,04% de seu volume útil, sendo que um ano antes o total acumulado era de 36,79%.

Diante da baixa da vazão de água nos últimos anos na região do baixo São Francisco, ribeirinhos que vivem em comunidades mais próximas da Foz chegaram a registrar o avanço de água salgada do mar dentro do principal afluente de água doce do Nordeste.

 

 

 

COMENTÁRIOS

 

João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

 

A justificativa da Chesf para esse aumento na vazão em Xingó, baseando-se na “melhora das condições hídricas do rio, objetivando a geração de energia”, não procede. Informações seguras da assessoria da presidência da referida Companhia dão conta de que, para que a segurança na geração de energia no complexo da Chesf se torne efetiva, Sobradinho deveria estar, necessariamente, com um mínimo de 60% de sua capacidade, nesse final do período das águas. Ora, Sobradinho, atualmente, encontra-se com 45% de sua capacidade, portanto muito aquém daquelas necessidades fundamentais para o setor de geração (os 60%). Ao nosso entendimento, a manobra de aumento da vazão em Xingó, deveu-se ao fato das possibilidades de acesso ao volumes existentes em Três Marias, que atualmente está com a sua capacidade total em cerca de 77,8%. Mas ocorre que a Cemig tem defluído, da citada represa, volumes muito baixos, de apenas 151 m³/s (em 09/04/2019). Um nada se levarmos em consideração as necessidades volumétricas que estão sendo demandadas no Submédio e Baixo São Francisco, não só na geração de energia mas, e principalmente, na irrigação, no abastecimento humano e animal e na navegação. Nesses casos, mais prudência de atitudes seria muito bem-vinda.   

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