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Projeto de biogás inédito no Brasil fornecerá energia elétrica a Entre Rios

Publicado: Terça, 30 de Abril de 2019, 12h58 | Última atualização em Terça, 30 de Abril de 2019, 12h58 | Acessos: 308

 

Produção é feita por meio dos dejetos dos suínos, atividade já desenvolvida na cidade.

 

Assista ao vídeo da matéria, no endereço abaixo

https://catve.com/noticia/6/249239/projeto-de-biogas-inedito-no-brasil-fornecera-energia-eletrica-a-entre-rios

 

17/04/2019

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Entre Rios do Oeste é destaque na produção de carne suína. Aqui, o número de suínos é mais de 30 vezes maior do que o de habitantes. Com uma proporção dessa, a atividade gera mais do que renda, empregos e movimentação econômica no município. A suinocultura gera energia.

A produção de biogás através dos dejetos dos suínos é uma iniciativa já difundida, porém, a novidade é que em alguns meses em Entre Rios do Oeste um arranjo fará a geração e distribuição de energia elétrica a partir da bioenergia das propriedades rurais.

O projeto é fruto de uma chamada pública da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com recursos da Copel, executado pelo Parque Tecnológico Itaipu e Cibiogas, com parceria da Prefeitura.

Com a ideia, o município de 4.481 habitantes será o primeiro do Brasil a ter fornecimento de energia em rede através do biogás. A previsão é que a distribuição da energia comece no final de maio.

Tudo começa aqui, no campo. Dezoito produtores rurais instalaram em suas propriedades a estrutura necessária para a produção do biogás. 

Como Ademir Escher, que há dez anos na atividade percebeu recentemente a necessidade de solucionar um passivo ambiental e encontrou no projeto a forma mais viável.

O suinocultor, investiu R$ 80 mil no sistema para 1.700 animais e espera que nos dez anos de financiamento, o projeto se pague, já que receberá R$ 0,28 por metro cúbico de gás fornecido, uma média de R$ 1,7 mil por mês. 

O processo é simples. Os dejetos mais grossos dos suínos ficam na primeira etapa, no desarenador. Depois o restante vai para o biodigestor, onde é produzido o gás e o líquido resultante vai para a lagoa de dejetos, que é usado pelo produtor como biofertilizante, e com uma vantagem: sem o odor de antes. Já o gás produzido na propriedade é enviado para uma central.

Está é a segunda etapa desta cadeia autossustentável de geração de energia, a minicentral termoelétrica. O gás produzido no campo chegará a dois grupos de geradores, onde será convertido em energia elétrica. Depois será injetada na rede da Copel, e distribuída.

Aqui encerra o ciclo do biogás de Entre Rios do Oeste. A energia sustentável produzida no campo, gerada na micro usina e distribuída em rede será utilizada pelos prédios públicos e iluminação da cidade. 

A Prefeitura pretende utilizar 100% de sua demanda energética desta fonte renovável e reduzir a conta de luz. Haverá os custos de operação e do biogás aos produtores, porém, calcula-se que os benefícios vão além dos econômicos, pela sustentabilidade do projeto e fortalecimento da cadeia produtiva. 

 

Jornal da CATVE

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