Gameleira sedia o segundo dia do “Projeto Música Nas Escolas”
A ação aconteceu nesta quarta-feira (18) na Escola Municipal João Felipe
Enquanto os músicos da Banda Sinfônica do Paulista começavam a se organizar para a apresentação desta quarta-feira (18), dando continuidade ao itinerante “Projeto Música Nas Escolas”, os representantes do Educativo do Museu do Homem do Nordeste, Alisson Pereira e Victor Carvalho, introduziam a programação. Durante a conversa com 250 alunos do 6º ao 8º ano da Escola João Felipe, em Gameleira, Zona da Mata Sul de Pernambuco, eles trouxeram curiosidades e alguns aspectos regionais do município, relacionando-os com a exposição permanente do Muhne. “Vocês sabiam, por exemplo, que a gameleira é uma das árvores sagradas africanas?”, questionou Alisson.
Mas não demorou para a sonoridade, mais uma vez orquestrada pelo maestro Esli Lino, tomar conta de todos os espaços. A iniciativa é fruto da união entre a Diretoria de Memória, Cultura e Arte (Dimeca) e Diretoria de Planejamento (Diplad) da Fundação Joaquim Nabuco, visando fomentar melhorias no aprendizado de crianças e adolescentes através da musicalidade. A Escola João Felipe, inclusive, foi selecionada após ser identificada com um baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Escola Base (Ideb).
Na cerimônia, a diretora Nalva Costa recebeu boxes do Itinerário Musical do Nordeste e alguns livros desenvolvidos e doados pela Editora Massangana. “Os livros e a música, quando juntos, fazem toda a diferença no desenvolvimento desses adolescentes, preenchendo os espaços de ociosidade. Esse envolvimento da Fundaj com a nossa escola, com toda a certeza, aumentou muito o nosso repertório cultural. Ainda hoje, todos esses exemplares estarão na nossa biblioteca, disponíveis para todos os alunos, dividiu Nalva.
O roteiro da aula espetáculo, promovida pela Banda Sinfônica do Paulista, não foi diferente da vivência adquirida nesta terça-feira (17), na Escola Municipal Tereza de Jesus, Lagoa de Itaenga, Zona da Mata Norte do Estado. As particularidades de cada instrumento é um encantamento garantido, contando sempre com interação da garotada. “Mas apesar da semelhança entre as apresentações, como o público de hoje é formado por adolescentes, adotamos uma didática para trabalhar a parte técnica inicial. É muito importante que os municípios tenham atenção para os benefícios da musicalidade nas escolas, desenvolvendo também suas próprias propostas dentro do ensino regular”, acrescentou Esli.
A adolescente Mariane Da Conceição, 12 anos, está concluindo o 6º ano do ensino fundamental este ano. Segundo ela, para o próximo, a intenção é conseguir aprender a tocar algum instrumento, conciliando com os estudos. “Principalmente os da família dos metais, mostrada pelo maestro. Se bem que... [pausa para pensar] eu também gostei muito do agogô”, cogitou sorrindo.
Muhne360°
Assim como em Lagoa de Itaenga, os alunos de Gameleira também puderam conhecer um pouco da estrutura cultural do Museu do Homem do Nordeste (Muhne) e do Engenho Massangana. A imersão foi possível a partir da tecnologia de realidade virtual - em óculos VR - desenvolvida pelo Educativo do Museu.
Além dos estudantes, o equipamento também chamou a atenção dos funcionários da instituição de ensino, que participaram da experiência. “Parece que a gente está realmente dentro do cenário, né? Conhecendo esse museu tão bonito. Eu nunca tinha usado uma tecnologia assim, e quero que os meus meninos conheçam também”, contou a auxiliar administrativo, Rute Pereira.
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