Projeto Memória Social nas Escolas ganha livro eletrônico
Veja as fotos deste evento em http://fundaj.piwigo.com/index?/category/56-seminario_memoria_museu_e_patrimonio_lancamento_ebook_memoria_social_na_escola
O livro está disponível AQUI e pode ser baixado em qualquer dispositivo móvel – tablet, celular e computador, e que possuírem aplicativos para leitura de e-book.
A publicação, lançada na segunda-feira (27/junho), é fruto do trabalho realizado durante um ano pela Coordenação de Programas Educativo-culturais do Museu do Homem do Nordeste (Muhne/Fundaj)junto a cinco escolas da rede pública de ensino e aborda a memória local das comunidades onde as escolas estão instaladas. O e-book apresenta uma sistematização de todas as ações e processosrealizados pelo Projeto Memória Social, como textos, fotografias, mapas afetivos, entrevistas, entre outros produtos das oficinas e das visitas aos equipamentos científico-culturais da Fundação Joaquim Nabuco: Engenho Massangana, Muhne, galerias e Cinema do Museu.
“Construímos a metodologia junto com as escolas. E é essa base conceitual e metodológica que abordamos no e-book, além dos relatos e experiências das cinco instituições de ensino”, conta Mariana Ratts, Coordenadora do Serviço Educativo do Museu do Homem do Nordeste. “Para a gente é muito importante compartilhar todo esse trabalho, que foi feito de forma igualmente compartilhada, e é uma metodologia que nos faz pensar em novas configurações para as ações educativas que o museu desenvolve”, completa Mariana.
Metodologia – No projeto Memória Social, os alunos aprofundam o conhecimento sobre o local onde vivem, suas histórias e modos de viver. Durante o processo, a relação da escola com a comunidade é fortalecida, e a produção do conhecimento, partilhada pela comunidade escolar - gestores, professores, alunos, funcionários da escola e moradores das comunidades. “A visita ao Museu é só uma das ações presentes no projeto. O Museu entra como parceiro das escolas para orientá-los a desenvolver o projeto de memória social e como desenvolvê-lo. Eles realizam o projeto deles, com a parceira do Museu. Aí entram as visitas, as oficinas, a produção de vídeo e uma série de coisas”, explica Mariana.
Currículo – A discussão sobre o currículo escolar como resposta do projeto nas salas de aula também é um aspecto importante do Memória. “Quando chegamos nas escolas para trabalhar e discutir sobre as memórias das comunidades e a história das escolas inseridas ali, percebemos como essa discussão pode acrescentar ao currículo escolar”, conta Mariana Ratts. “Quando pensamos em currículo, estamos pensando em quem a gente quer formar. Muitas vezes, um currículo se pauta numa metodologia distante da vivência daquela comunidade, daqueles alunos. Trazer a memória e patrimonizá-laaproxima a realidade dos alunos ao currículo, aliando a experiência com a memória social às disciplinas que eles estudam”, destaca.
“Também em longo prazo, as escolas querem continuar no projeto, é uma resposta bacana porque percebe-se que dá para desenvolver essa metodologia independente do museu. E o papel do e-book também é esse, levar essa metodologia de memória social para dentro de salas de aula”, complementa a coordenadora, que é uma das organizadoras do e-book em conjunto com Maurício Antunes, coordenador geral do Museu, e Isabelle França, mestranda do programa de pós-graduação da Fundaj. “Apesar de ter existido essa organização orgânica entre nós três, a autoria do e-book é completamente coletiva, escrita por todos do Serviço Educativo do Museu”, conta. Para o futuro, a coordenadora afirma que há um interesse em criar uma versão impressa do livro, com mais imagens. Uma segunda edição também está prevista.
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