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Caminho das Águas - A Transposição do Rio São Francisco

Publicado: Segunda, 15 de Julho de 2019, 16h14 | Última atualização em Segunda, 22 de Julho de 2019, 09h05 | Acessos: 1215

Assista ao vídeo da matéria, no endereço abaixo

https://www.youtube.com/watch?v=R7YPqKrQlMo


02/02/2016

Sobre o assunto

Reparos no canal da Transposição do Rio São Francisco interferirá em abastecimentos

https://pesqueira-emfoco.com/2019/07/10/reparos-no-canal-da-transposicao-do-rio-sao-francisco-interferira-em-abastecimentos/

 

COMENTÁRIOS

João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

 

Em tese, a ideia do projeto é excelente, mas, na prática, o que se verifica, realmente, é um enorme desperdício de dinheiro público, por parte das autoridades responsáveis pelo setor. A nosso entendimento, esqueceram de averiguar, com os cuidados devidos, se havia, no Rio São Francisco, potencial hídrico suficiente ao atendimento das demandas do Setentrional nordestino. A nossa experiência decana, estudando essas questões do São Francisco, tem demonstrado que esse é o principal problema existente no polêmico projeto. O Rio São Francisco já apresentava limitações hídricas significativas, ao atendimento das demandas regionais. Casos emblemáticos de apagões e de dificuldades no fornecimento hídrico para a exigente irrigação praticada no vale são bons exemplos a serem aqui registrados. Com o fiasco verificado na inauguração do eixo Leste do projeto, cujas águas do Velho Chico não estão afluindo, da forma como deveriam, à represa de Boqueirão de Cabaceiras, para o abastecimento de Campina Grande e 18 municípios de seu entorno, os alertas que havíamos dado nos últimos 25 anos de trabalho, infelizmente estão se tornando realidade. O fato é que os múltiplos e conflituosos usos verificados na bacia do rio, somados à expressiva e grotesca falta de gestão das águas regionais, tudo isso tem debilitado o Rio São Francisco, ao ponto de estarem refletindo, significativamente, nos variados usos praticados ao longo de toda bacia hidrográfica, principalmente na geração de energia, irrigação, navegação, pesca, e lazer. Cabe agora aos técnicos responsáveis pela condução do projeto, caírem em campo, para dar início de um novo processo de melhor uso águas do Chico, focando sempre, como prioridade maior, o abastecimento do sofrido povo nordestino.

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