Cagepa explica alteração no odor da água de Boqueirão de Cabaceiras em Campina Grande
http://www2.pbagora.com.br/noticia/paraiba/20180703111929/cagepa-explica-alteracao-no-odor-da-agua-de-boqueirao-em-cg
Redação
Sobre o assunto
Em 2006, publiquei um artigo no Repórter Brasil, intitulado, “O Meio Ambiente pede socorro”, no qual já denunciava a questão da má qualidade das águas a serem utilizadas no projeto da Transposição do Rio São Francisco. Naquela ocasião, o açude Poço da Cruz, em Ibimirim (PE), apresentava os mesmos sintomas existentes atualmente no açude de Boqueirão de Cabaceiras, qual seja, o de odor forte de esgoto em suas águas. Não podia ser diferente: em 2006, o inverno ocorreu na mesma intensidade do havido em 2018, na bacia do rio Paraíba, portanto com a drenagem de material orgânico, inclusive de carcaças de animais mortos pela seca, no interior da Caatinga, para dentro do açude.
As consequências disso, dentre outras mazelas, são o odor desagradável que fica pairando no ar, o que vem a despertar os alertas, principalmente ao poder público, em relação ao tratamento diferenciado que tem que ser dispensado às águas dessa represa, notadamente quanto ao seu uso pela população. Além do mais, em relação à qualidade das águas do açude de Boqueirão, já havia denúncias de que esgotos de alguns municípios pertencentes à bacia do Rio Paraíba, inclusive o de Monteiro, estavam sendo drenados para o interior do Eixo Leste do projeto da Transposição. Portanto, essa situação de odor desagradável, existente nas águas de Boqueirão, já era por demais previsível.
Existe um protocolo no Ministério da Saúde, que orienta o poder público no tratamento adequado das águas das represas para uso da população, principalmente no tocante à dosagem dos produtos químicos para desinfecção das mesmas. Nesse sentido, a fiscalização tem que ser eficiente ao cumprimento desse protocolo. Todavia, o que mais preocupa é o serviço de abastecimento do meio rural, por intermédio de frotas de caminhões pipas, o qual retira as águas da represa, para o abastecimento de cisternas rurais, sem o mínimo tratamento delas. Esse tipo de atitude vem se tornando em caso de polícia! A população certamente irá adoecer com a ingestão dessas águas sem a potabilidade adequada! É preciso, portanto, que o poder público se manifeste em relação às providências que estão sendo tomadas a esse respeito, para tranquilizar a população rural usuária.
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