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Situação volumétrica dos reservatórios das hidrelétricas da CHESF – 23/07/2018

Publicado: Terça, 14 de Agosto de 2018, 10h03 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h38 | Acessos: 257
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Represa de Sobradinho, BA

Estamos iniciando uma atividade semanal de informação, aos interessados, dos estágios em que se encontram os níveis de acumulações volumétricas dos principais reservatórios da Chesf, na bacia do rio São Francisco. No caso específico da região do Submédio São Francisco - local onde é gerada a maior parte da energia elétrica do Nordeste - os reservatórios, principalmente o de Sobradinho, acumulam água no período de novembro a abril, paradisponibilizarem os volumes acumulados, no processo de regularização das vazões do Velho Chico, no período de maio a outubro. Estamos no dia 23/07/2018, portanto, em período no qual os reservatórios estão numa fase dedisponibilização volumétrica.


23/07/2018
Reservatório Data                 Afluência Defluência          Volumes (%)
(m³/s)             (m³/s)           Atual         Ano anterior
Três Marias           19/07                 81                 247              44,35           24,34
Sobradinho           19/07                370                 674              32,09           10,76
Itaparica               19/07                 570                 573              21,97           17,19
Xingó*                  19/07                  576                619                 -                      -
* - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água

13/07/2018
Reservatório Data                 Afluência Defluência          Volumes (%)
(m³/s)             (m³/s)           Atual         Ano anterior
Três Marias           12/07                 88                 246              45,14           25,16
Sobradinho           12/07                410                 689              33,34           11,23
Itaparica               12/07                 630                 642              21,41           17,55
Xingó*                  12/07                  602                625                 -                      -
* - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água
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Fonte: Chesf
Fonte: ANA
COMENTÁRIOS

João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco
O período é de estiagem na bacia do Rio São Francisco. As vazões do rio encontram-se baixas. Iremos nos limitar a informar, doravante, os seus volumes nos postos de observações volumétricas; as capacidades das represas de Três Marias, Sobradinho e Boqueirão de Cabaceiras (fonte de abastecimento de Campina Grande), bem como a situação volumétrica das principais represas geradoras de energia do País.

Como o período é de estiagem na bacia do São Francisco, as vazões do rio estão em fase de declínio.  A tendência agora é de redução das capacidades das represas existentes em sua calha. Três Marias, por exemplo, está com uma afluência de 81 m³/s (na semana passada estava em 88 m³/s) e uma defluência de 247 m³/s (na semana passada estava em 246 m³/s). Esse balanço volumétrico resultou na redução do percentual de sua capacidade acumulada, para 44,34%. Na semana anterior Três Marias estava em 45,14%. Uma redução de 0,80% em uma semana.

A afluência de Sobradinho caiu para 370 m³/s. Na semana anterior era de 410 m³/s. A defluência da represa voltou a se estabilizar no patamar de 674 m³/s (na semana anterior era de 689 m³/s). Nas condições atuais de gestão hídrica, a represa vem depreciando o percentual de sua capacidade volumétrica. Atualmente, Sobradinho está com 32,09% (na semana anterior estava com 33,34%). Uma diminuição de 1,25% em uma semana.

O percentual das capacidades dos reservatórios das regiões Centro Oeste/Sudeste (os mais importantes do País em termos de geração elétrica) caiu mais um pouco, estando atualmente em 36,56% - 19/07/2018. Na semana passada era de 37,80% - 12/07/2018 (dados ONS). Caiu 1,24% em uma semana, e as tarifas de energia estão sendo cobradas fazendo-se uso da “bandeira vermelha”.

Na Paraíba, o abastecimento de água de Campina Grande voltou à normalidade, mesmo com a interrupção dos bombeamentos da Transposição em direção à represa de Boqueirão de Cabaceiras, a fim de se procederem a reparos no Eixo Leste do Projeto. As últimas informações recebidas das autoridades, sobre as obras, dão conta de atrasos no início dos referidos reparos, deixando, sem previsão, o reinício dos bombeamentos do São Francisco, para Boqueirão. No período houve denúncias de que as águas de Boqueirão estavam com forte odor de esgotos, provavelmente pelo acúmulo de matéria orgânica no interior da represa, deixando as autoridades apreensivas. Serão necessárias, para esse caso, medidas de correção do problema, inclusive com os devidos esclarecimentos, à sociedade, sobre essa questão.
A represa encontra-se, no momento, em processo de depreciação volumétrica, em consequência da diminuição da intensidade das chuvas na bacia do rio Paraíba, fato esse agravado pela interrupção dos bombeamentos do Projeto da Transposição. Segundo a Aesa, na semana (23/07), o percentual volumétrico totalda represa é de cerca de 32,23% (na semana anterior era de 32,63%). Portanto, houve uma queda percentual na sua capacidade de cerca de 0,40%, em uma semana. Quando descontados, desse total, o percentual equivalente ao volume morto da represa (8,20%),
Boqueirão totaliza um volume útil de apenas 24,03%. Um volume que preocupa para o atendimento das demandas hídricas de uma população estimada em cerca de 800 a um milhão de pessoas (a população de Campina Grande e mais 18 municípios de seu entorno), pelo fato de a quadra chuvosa, na região, encontrar-se praticamente encerrada. Prevendo a instabilidade volumétrica da represa de Boqueirão, o Dnocs interrompeu parcialmente a sua defluência, em direção à represa de Acauã. Acauã encontra-se atualmente com percentual volumétrico total de cerca de 11,62% (23/07). Na semana anterior era de 11,77%. Houve, portanto, uma queda no percentual acumulado da represa de cerca de 0,15% em uma semana. Quando descontados daquele total, o percentual equivalente ao seu volume morto (8,00%), Acauã perfaz um volume útil de apenas 3,62% (na semana anterior era de 3,77%), para o atendimento das demandas hídricas de 8 pequenos municípios do Estado. Houve, portanto, uma queda percentual no volume da represa de cerca de 0,15%, em uma semana.

A exploração descontrolada das águas subterrâneas em aquíferos do Rio São Francisco (Urucuia e outros), bem como de usos indevidos de suas águas (furtos e desvios para outros fins) têm, também, interferido nas reduções volumétricas do rio. Houve mudanças na proibição de retirada de água do Velho Chico para o agronegócio, às quartas-feiras. As retiradas passaram a ser quinzenais. Essas estratégias de retiradas das águas do rio para o agronegócio, aliadas aos baixos volumes nas defluências em Sobradinho, dão a dimensão global dos problemas hídricos existentes na bacia do Velho Chico, obrigando as autoridades a prorrogar essa proibição de uso até o final de julho do corrente ano, com possibilidades, inclusive, de ampliação desses prazos, em caso de necessidade.

As vazões do Rio São Francisco, no trecho até Sobradinho, estão se estabilizando em volumes muito baixos. A seguir, são informados os volumes que estão fluindo nos seus postos de observações volumétricas. No posto de São Romão, que na semana anterior estava com 410 m³/s, na atual subiu para 421 m³/s. No de São Francisco, que na semana anterior estava com 349 m³/s, na semana atual subiu para 366 m³/s; no de Bom Jesus da Lapa, que na semana anterior estava com 505 m³/s, na atual subiu para 512 m³/s e no posto de Morpará, que na semana anterior estava com 538 m³/s, nessa semana permaneceu com 538 m³/s.

Abaixo, as informações dos postos de mensuração de vazões do rio, sob a responsabilidade da Chesf, a fim de que se tenha uma ideia dos volumes afluentes na represa de Sobradinho, nos próximos dias:

Dia 23/07: São Romão – 421 m³/s; São Francisco – 366 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 512 m³/s e Morpará – 538 m³/s. (dados da Chesf)
Dia 13/07: São Romão – 410 m³/s; São Francisco – 349 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 505 m³/s e Morpará – 538 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 06/07: São Romão – 414 m³/s; São Francisco – 364 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 516 m³/s e Morpará – 540 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 29/06: São Romão – 417 m³/s; São Francisco – 366 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 501 m³/s e Morpará – 546 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 25/06: São Romão – 406 m³/s; São Francisco – 358 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 512 m³/s e Morpará – 546 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 15/06: São Romão – 417 m³/s; São Francisco – 384 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 535 m³/s e Morpará – 569 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 08/06: São Romão – 429 m³/s; São Francisco – 403 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 542 m³/s e Morpará – 573 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 04/06: São Romão – 417 m³/s; São Francisco – 393 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 557 m³/s e Morpará – 594 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 25/05: São Romão – 429 m³/s; São Francisco – 440 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 501 m³/s e Morpará – 546 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 18/05: São Romão – 373 m³/s; São Francisco – 341 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 432 m³/s e Morpará – 554 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 11/05: São Romão – 359 m³/s; São Francisco – 316 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 542 m³/s e Morpará – 610 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 04/05: São Romão – 387 m³/s; São Francisco – 403 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 609 m³/s e Morpará – 680 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 27/04: São Romão – 441 m³/s; São Francisco – 502 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 739 m³/s e Morpará – 890 m³/s. (dados da Chesf) 
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de novembro de 2017 a abril de 2018.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de maio de 2017 a outubro de 2017.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de novembro de 2016 a abril de 2017.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de junho a outubro de 2016.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de fevereiro a maio de 2016.
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