Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Transposição do Rio São Francisco > Boqueirão de Cabaceiras perde água, mas Cagepa descarta racionamento
Início do conteúdo da página

Boqueirão de Cabaceiras perde água, mas Cagepa descarta racionamento

Publicado: Terça, 14 de Agosto de 2018, 09h33 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h39 | Acessos: 316
Bombeamento de água do eixo leste da transposição do São Francisco para o açude está suspenso desde maio deste ano

Portal Correio


08/08/2018
chegada-da-transposicao-ao-acude-de-boqueirao-completa-um-ano

O açude Epitácio Pessoa, mais conhecido como Boqueirão, segue perdendo água e chegou, nesta quarta-feira (8), a 31,12%, que é equivalente a  128,13 m³ do seu volume total. O bombeamento de água do eixo leste da transposição do São Francisco para o açude está suspenso desde maio deste ano, devido à continuidade de obras nas cidades de Poções e Camalaú, que estão atrasadas.
A situação preocupa o vereador Márcio Melo Rodrigues, que é vice-presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, e moradores da região, que temem a possibilidade do racionamento voltar. Márcio destacou que as comportas de Boqueirão ainda continuam abertas, agravando o quadro. “Não somos contra abastecer outros municípios com as águas e Boqueirão, mas que as autoridades se movimentem para solucionar a questão com a máxima rapidez”, disse.
Porém, segundo Ronaldo Menezes, gerente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), por enquanto não há risco. “Para que haja racionamento, é necessário que a Agência Nacional das Águas (ANA) reduza o valor autorizado da vazão a ser retirado do açude Boqueirão por parte da Cagepa. Não houve nenhuma modificação na última resolução, ou seja, seguimos o abastecimento sem racionamento”, explicou.
O açude de Boqueirão abastece Campina Grande e mais 18 cidades e depende da chuva para continuidade de abastecimento. A qualidade da água chegou a ser questionada após consumidores sentirem cheiro e gosto, mas análises laboratoriais confirmaram que não há problemas.
Obras atrasadas
De acordo com João Fernandes, presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, as obras nas cidades de Poções e Camalaú já eram para ter sido entregues, pois o prazo estava previsto para o dia 2 de agosto. Na tarde desta quarta (8), o Ministério Público Federal divulgou um novo prazo para a finalização das obras, estipulando o dia 30 de setembro.
COMENTÁRIOS
João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

Já vimos esse filme antes. Se não houver medidas concretas e claras, adotadas pelo poder público, no sentido de estancar essa sangria, em direção ao açude de Acauã, a represa de Boqueirão de Cabaceira poderá voltar a atingir o volume morto dentro em breve. E essas medidas têm que ser informadas, constantemente, à população campinense, pois é ela a principal interessada em ficar atualizada sobre essas questões, para, se necessário, ter tempo suficiente para enfrentar os desconfortáveis e preocupantes racionamentos. Lembro, apenas, que a obediência dos volumes de regularização de Boqueirão (1,25 m³/s) se faz necessária, bem como a interrupção dos aportes hídricos, em direção à represa de Acauã. Essas medidas, uma vez postas em prática, poderão postergar, por mais um pouco, essa triste realidade, qual seja, de fazer com que a represa de Boqueirão de Cabaceiras alcance a quadra chuvosa do ano subsequente, sem a necessidade de se proceder a racionamentos.
Fim do conteúdo da página

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o fundaj.gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.