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Situação volumétrica dos reservatórios das hidrelétricas da CHESF – 25/06/2018

Publicado: Segunda, 09 de Julho de 2018, 10h31 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h39 | Acessos: 472
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Represa de Sobradinho, BA

Estamos iniciando uma atividade semanal de informação, aos interessados, dos estágios em que se encontram os níveis de acumulações volumétricas dos principais reservatórios da Chesf, na bacia do rio São Francisco. No caso específico da região do Submédio São Francisco - local onde é gerada a maior parte da energia elétrica do Nordeste - os reservatórios, principalmente o de Sobradinho, acumulam água no período de novembro a abril, paradisponibilizarem os volumes acumulados, no processo de regularização das vazões do Velho Chico, no período de maio a outubro. Estamos no dia 25/06/2018, portanto, em período no qual os reservatórios estão numa fase dedisponibilização volumétrica.


15/06/2018
Reservatório Data                 Afluência Defluência          Volumes (%)
(m³/s)             (m³/s)           Atual         Ano anterior
Três Marias           22/06                101                 208              46,97           27,95
Sobradinho           22/06                450                 705              35,03           12,44
Itaparica               22/06                 620                 620              20,32           17,55
Xingó*                  22/06                  539                627                 -                      -
* - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água

15/06/2018
Reservatório Data                 Afluência Defluência          Volumes (%)
(m³/s)             (m³/s)           Atual         Ano anterior
Três Marias           14/06                127                 208              47,40           29,56
Sobradinho           14/06                430                 708              35,68           12,80
Itaparica               14/06                 600                 609              19,95           18,50
Xingó*                  14/06                  510                689                 -                      -
* - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água
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Fonte: Chesf
Fonte: ANA


COMENTÁRIOS
João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco
O período é de estiagem na bacia do Rio São Francisco. Iremos nos limitar a informar, doravante, os volumes do rio em seus postos de observação; as capacidades volumétricas das represas de Três Marias, Sobradinho e Boqueirão de Cabaceiras (fonte de abastecimento de Campina Grande), bem como a situação volumétrica das principais represas geradoras de energia do País.

Com o período chuvoso da bacia do São Francisco encerrado, os volumes do rio estão em fase de declínio. Francisco de Assis Pereira, do Movimento Carta de Morrinhos, vem acompanhando as variações das defluências em Três Marias e comparando-as com aquelas ocorridas em 2017. No dia 18/06, ele estranhou a baixa defluência emitida por Três Marias em direção a Sobradinho, deixando a vazão do rio, entre São Romão e São Francisco, com apenas 60 m³/s. Pereira solicitou às autoridades locais empenho na elevação da mesma à patamares de 450 m³/s (veja nos gráficos abaixo). Com o período de estiagem em vigor, a tendência é a do início de processo de redução das capacidades das represas. Três Marias iniciou o processo de declínio. Está com uma afluência de 101 m³/s (na semana passada estava em 127 m³/s) e uma defluência de 208 m³/s. Esse fato resultou na redução do percentual de sua capacidade acumulatória, para 46,97%. Na semana anterior estava em 47,40%. Em Sobradinho a afluência subiu para 450 m³/s (na semana anterior era de 430 m³/s). A defluência da represa voltou a se estabilizar no patamar de 705 m³/s (na semana anterior era de 708 m³/s). Nas condições atuais de gestão hídrica, a represa vem depreciando a sua capacidade. Atualmente, Sobradinho está com 35,03% (na semana anterior estava com 36,68% de sua capacidade).
O percentual das capacidades dos reservatórios das regiões Centro Oeste/Sudeste, os mais importantes do País em termos de geração elétrica, caiu mais um pouco, estando em 40,70% - 24/06/2018. Na semana passada era de41,56% - 14/06/2018 (dados ONS).

Na Paraíba, o abastecimento de água de Campina Grande voltou à normalidade, mesmo com a interrupção dos bombeamentos da Transposição em direção à represa de Boqueirão de Cabaceiras, a fim de se procederem a reparos no Eixo Leste do Projeto. As últimas informações recebidas sobre as obras dão conta de atrasos no início dos referidos reparos, deixando, sem previsão, o reinício dos bombeamentos do São Francisco para Boqueirão. A represa encontra-se em processo de depreciação volumétrica, em consequência da diminuição da intensidade das chuvas na bacia do rio Paraíba, fato esse agravado pela interrupção dos bombeamentos do Projeto da Transposição. Na semana (25/06), o seu percentual volumétrico total é de cerca de 33,61% (na semana anterior era de 34,19%). Portanto, houve uma queda percentual na sua capacidade de cerca de 0,58%, em uma semana. Quando descontados, desse total, o percentual equivalente ao volume morto da represa (8,20%), Boqueirão totaliza um volume útil de apenas 25,41%. Um volume que preocupa, para o atendimento das demandas hídricas de uma população estimada em cerca de 800 a um milhão de pessoas (a população de Campina Grande e mais 18 municípios de seu entorno). Além do mais, o Dnocs interrompeu parcialmente a defluência de Boqueirão em direção à represa de Acauã. Acauã encontra-se atualmente com percentual volumétrico total de cerca de 11,82% (25/06). Quando descontados desse total, o percentual equivalente ao seu volume morto (8,00%), Acauã perfaz um volume útil de apenas 3,82% (na semana anterior era de 3,67%), para o atendimento das demandas de 8 pequenos municípios do Estado.

A exploração descontrolada das águas subterrâneas em aquíferos do Rio São Francisco (Urucuia e outros), bem como de usos indevidos de suas águas (furtos e desvios para outros fins) têm, também, interferido nas reduções volumétricas do rio. A proibição de retirada de água do Velho Chico para o agronegócio, às quartas-feiras, e os baixos volumes nas defluências em Sobradinho, dão a dimensão global do problema, obrigando as autoridades a prorrogar essa proibição de uso até o final de julho do corrente ano, com possibilidades de ampliação desse prazo, em caso de necessidade.

As vazões do Rio São Francisco, no trecho até Sobradinho, estão em fase de declínio. A seguir, são informados os volumes que estão fluindo nos postos de observações volumétricas do Velho Chico. No posto de São Romão, que na semana anterior estava com 417 m³/s, na atual caiu para 406 m³/s. No de São Francisco, que na semana anterior estava com 384 m³/s, na semana atual caiu para 358 m³/s; no de Bom Jesus da Lapa, que na semana anterior estava com 535 m³/s, na atual caiu para 512 m³/s e no posto de Morpará, que na semana anterior estava com 569 m³/s, nessa semana caiu para 546 m³/s.
Abaixo, as informações dos postos de mensuração de vazões do rio, sob a responsabilidade da Chesf, a fim de que se tenha uma ideia dos volumes afluentes na represa de Sobradinho, nos próximos dias:
Dia 25/06: São Romão – 406 m³/s; São Francisco – 358 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 512 m³/s e Morpará – 546 m³/s. (dados da Chesf)
Dia 15/06: São Romão – 417 m³/s; São Francisco – 384 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 535 m³/s e Morpará – 569 m³/s. (dados da Chesf)
Dia 08/06: São Romão – 429 m³/s; São Francisco – 403 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 542 m³/s e Morpará – 573 m³/s. (dados da Chesf)
Dia 04/06: São Romão – 417 m³/s; São Francisco – 393 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 557 m³/s e Morpará – 594 m³/s. (dados da Chesf)
Dia 25/05: São Romão – 429 m³/s; São Francisco – 440 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 501 m³/s e Morpará – 546 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 18/05: São Romão – 373 m³/s; São Francisco – 341 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 432 m³/s e Morpará – 554 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 11/05: São Romão – 359 m³/s; São Francisco – 316 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 542 m³/s e Morpará – 610 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 04/05: São Romão – 387 m³/s; São Francisco – 403 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 609 m³/s e Morpará – 680 m³/s. (dados da Chesf) 
Dia 27/04: São Romão – 441 m³/s; São Francisco – 502 m³/s; Bom Jesus da Lapa – 739 m³/s e Morpará – 890 m³/s. (dados da Chesf)

Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de novembro de 2017 a abril de 2018.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de maio de 2017 a outubro de 2017.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de novembro de 2016 a abril de 2017.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de junho a outubro de 2016.
Comportamento das vazões do Rio São Francisco, nos postos de observação de São Romão, São Francisco, Bom Jesus da Lapa e Morpará, de fevereiro a maio de 2016. 
 
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Urgente: Rio são Francisco perdendo 60 m3/s entre São Romão e São Francisco devido à baixa vazão de base. Três Marias precisa aumentar a vazão de forma que São Romão fique com a vazão de 450 m3/s. 


Nenhum texto alternativo automático disponível.
Conforme acompanhamos desde 2016 as vazões do rio São Francisco nos municípios de São Romão e São Francisco, quando apresenta valores abaixo de 450m3/s, ocorre uma inversão dos valores, a vazão de são Francisco fica menor que a de são Romão. Isso se deve a queda da vazão de base decorrente a exploração descontrolada do lençol freático.

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