Exploração descontrolada das águas subterrâneas é nova ameaça ao Rio São Francisco (Junho 2018)
ARACAJU (SE) – Além das formas de degradação, como a retirada de matas ciliares e o assoreamento, o Rio São Francisco sofre efeitos de uma “ação invisível” e que acaba com as nascentes e provoca a drástica redução do seu volume: a exploração descontrolada de águas subterrâneas na bacia, por meio da abertura de poços tubulares, que abastecem lavouras irrigadas. O problema atinge o aquífero Urucuia, um dos principais responsáveis pelo volume de água do Velho Chico. A ameaça foi relatada pelo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo de Miranda Pinto, durante o II Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, em Aracaju (SE), às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje.
Aberto domingo à noite, o evento – promovido pelo CBHSF em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFSE) – prossegue até amanhã, reunindo especialistas, professores e pesquisadores de universidades, com o objetivo de discutir e apresentar estudos voltados para as soluções dos problemas ambientais ao longo da bacia, que nasce na Serra da Canastra, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e percorre 2.800 quilômetros até chegar ao Oceano Atlântico, atingido uma população de 18 milhões de pessoas, moradoras de 505 municípios de seis estados (MG, BA, GO, SE, PE, e AL) e do Distrito Federal. O tema central do encontro é “Desafios da Ciência para um novo Velho Chico”. Domingo, dia 3, foi o Dia Nacional de Defesa do Rio São Francisco e também foi lançada na capital sergipana a campanha de mobilização comunitária “Eu viro carranca para defender o Velho Chico”.
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