A farsa da Transposição do rio São Francisco vem de longe (Maio 2018)
"Ouvindo falar das secas no Nordeste no século XVIII (principalmente a grande, de 1777-79) e observando o mapa, D. João VI não teve dúvidas, em 1820: "Se não existe água no Semiárido, basta levá-la até lá". Foi assim D. João VI imaginou, com os poucos dados de que dispunha, perenizar os riachos da região semiárida com as águas do fabuloso rio São Francisco, imenso, sem nenhum aproveitamento naqueles dias. Soube que rios e riachos intermitentes como o Jaguaribe, Piranhas, Açu, Poti, Pirangi Acaraú, Curu, Vaza Barris, Navio, e tantos outros despejavam totalmente, suas águas no Atlântico, não acumulando nenhuma reserva para os meses subsequentes. Para mitigar a sede das populações que aumentavam a cada ano, fazia-se necessário que estes rios fossem perenizados. Para ele parecia fácil construir um canal por gravidade, um verdadeiro "ovo de Colombo". Sequer pensava em açudes, ou poços tubulares; sua sugestão de levar águas sanfranciscanas para o Jaguaribe ficou na História. A ideia da transposição foi levantada em vários momentos históricos, principalmente 1823, 1847, 1856, 1877, 1886, 1909, 1919, 1930, 1981, 1993, 1995, 2003 e 2007 e prossegue até hoje assombrando a seriedade dos técnicos e encantando a esperteza dos políticos sem escrúpulos."
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