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Seca, a velha inimiga (Agosto 2017)

Publicado: Terça, 29 de Agosto de 2017, 14h08 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 21h40 | Acessos: 533


A estiagem causa prejuízos bilionários

Situada na Chapada Diamantina, no Semiárido baiano, Itaberaba, com seus 65 mil habitantes, é um importante centro de abastecimento da região central da maior economia do Nordeste. Uma parceria entre técnicos e produtores transformou a zona rural do município no maior produtor estadual de abacaxi, com mais de 2 mil hectares de área plantada, 6 mil empregos diretos e indiretos e receita anual de 30 milhões de reais.

O abacaxi é destinado às feiras e aos pequenos supermercados baianos e parte dessa produção é vendida para São Paulo, o maior mercado consumidor. A mais longa estiagem da história, que persiste há cinco anos, tem alterado, no entanto, a dinâmica local, o que prejudica os agricultores familiares, reduz as plantações e aumenta os custos de produção com a aquisição de caminhões-pipa.

A menor oferta de abacaxi do tipo pérola provocou a redução do tráfego de caminhoneiros e carregadores na cidade. Resultado: a economia local sofre os efeitos da seca. “As vendas estão em queda, produtos como iogurtes e refrigerantes são trocados por outros mais baratos e de primeira necessidade, os hábitos mudaram com a seca”, afirma Florisvaldo Oliveira, gestor de uma central de negócios que reúne 20 supermercados de Itaberaba.


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